Exército dos EUA trabalha em robô com músculos biológicos



O Exército dos Estados Unidos quer mudar os antigos robôs com atuadores mecânicos para unidades que misturam biologia com máquinas. O Laboratório de Pesquisa do Exército (ARL, na sigla em inglês) trabalha em uma engenhoca com músculos biológicos.



Os bio híbridos terão a musculatura de tecido orgânico. Apesar de soar estranho, os engenheiros envolvidos afirmam que a ideia pode levar a uma nova classe de robôs mais versáteis, adaptáveis e sofisticados. Isso fará com que as máquinas tenham melhores respostas a terrenos instáveis ou outras surpresas, através de reflexos artificiais.

“Isso é completamente novo para o laboratório e o campo é relativamente jovem. As publicações com a primeira ideia de integrar tecido muscular ou células em arquiteturas grandes para controlar o movimento com o mesmo dispositivo biológico só começou em 2000 e se desenrolou no começo dos anos 2010”, contou o doutor Dean Culver, um dos pesquisadores do ARL.



Os cientistas do laboratório do exército norte-americano trabalham em colaboração com integrantes da Duke University e da Universidade da Carolina do Norte. A primeira aplicação dos bio híbridos será focada nas pernas de plataformas de locomoção. Eles também consideram um drone capaz de bater asas.

“Organismos superar a performance de robôs de várias formas. Por que não usar componentes biológicos para alcançar essas capacidades?”, questionou Culver. A equipe de pesquisa vai envolver também o comportamento das proteínas que auxiliam no desempenho muscular.



Os colaboradores de Duke dirigem a pesquisa computacional, enquanto os da Universidade da Carolina do Norte vão realizar os experimentos para validar as predições feitas pelos computadores. O exército dos EUA fica responsável pelo trabalho teórica de mesomecânica que pode ser testado com dados coletados pelos outros dois grupos.

A pesquisa realizada entre as três partes ainda vai informar sobre como cultivar o tecido muscular, ao invés de extrair de algum organismo.


Retirado de: Olhar Digital

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