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Pesquisadores encontram evidências de vida em rocha de 3,5 bilhões de anos

NF sexta-feira, 27 de setembro de 2019 | 17:12:00



Pesquisadores encontraram material orgânico em rochas de 3,5 bilhões de anos, em uma descoberta que pode ser considerada uma das primeiras evidências convincentes da vida na Terra. Publicado na revista Geology, o estudo analisou a matéria orgânica nos estromatólitos (estruturas microbianas fossilizadas) da antiga Formação Dresser, um dos locais com rochas mais antigas e bem preservadas do planeta, localizada na região de Pilbara, na Austrália Ocidental.



"Esta é uma descoberta emocionante — pela primeira vez, somos capazes de mostrar ao mundo que esses estromatólitos são evidências definitivas da vida mais antiga da Terra", disse Raphael Baumgartner, da Universidade de New South Wales, na Austrália, em comunicado.

Apesar de os pesquisadores já desconfiarem que os estromatólitos tinham origem em organismos vivos desde sua descoberta nos anos 80, eles ainda não tinham conseguido comprovar a teoria. Então Baumgartner fez uma análise detalhada das rochas e encontrou amostras que ficaram preservadas durante todos esses anos, e encontrou evidências de uma origem viva dos estromatólitos.



Ele descobriu que os estromatólitos são essencialmente compostos de pirita — um mineral também conhecido como 'ouro do tolo' que contém matéria orgânica e elementos como o nitrogênio — que são deixadod para trás pelos seres vivos.

Baumgartner diz que esses restos nunca foram observados antes na Formação Dresser, e que observar essas evidências no microscópio foi incrivelmente emocionante. “Fiquei bastante surpreso — nunca esperávamos encontrar esse nível de evidência antes de iniciar este projeto."

Além disso, a descoberta pode influenciar em futuras missões para Marte. "Entender onde a vida poderia ter surgido é realmente importante para entender nossa ancestralidade. E a partir daí, poderia nos ajudar a entender onde mais a vida poderia ter ocorrido — por exemplo, onde foi iniciada em outros planetas”, afirma Baumgartner.


Retirado de: Galileu
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