sábado, 1 de dezembro de 2018

“Aplicativos de transporte facilitam a atuação de criminosos”, diz delegado



O delegado de Polícia Civil, responsável pelas investigações de crimes de homicídios através da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Roberto Andrade, criticou, em entrevista ao portal Nominuto.com, a falta de colaboração dos aplicativos de transporte em relação ao repasse de informações à polícia em casos de crimes que acontecem contra os motoristas parceiros.


Segundo o delegado, os dois aplicativos de transporte que atuam no Rio Grande do Norte, Uber e 99 Pop, têm facilitado à vida dos criminosos devido à negligência relativa ao repasse dessas informações às autoridades policiais.

“Nós solicitamos informações para auxiliar nas investigações, mas as empresas não liberam detalhes sobre os passageiros. Eles dificultam ao máximo, alegam que a informação é sigilosa e só liberam os dados mediante determinação judicial – o que leva muito tempo e acaba atrapalhando o nosso trabalho”, destaca.

Na última quinta-feira (29), o motorista de aplicativo identificado como Alisson José Nunes de Azevedo foi assassinado após reagir a um roubo no conjunto Vale Dourado, no bairro Nossa Senhora da Apresentação. De acordo com o delegado Roberto Andrade, responsável pela investigação deste caso, o crime foi cometido por um passageiro que solicitou a corrida através do aplicativo 99 POP.


“Ele recebeu uma corrida pelo aplicativo da 99 POP e o próprio passageiro anunciou o roubo após entrar no veículo”, revela. Ainda de acordo com o delegado, o criminoso obrigou o motorista a dirigir até a sua casa, no bairro Nossa Senhora da Apresentação. Ao entrar na residência da vítima, o bandido acabou atirando contra o rapaz – que não resistiu aos ferimentos e acabou indo a óbito.

A Polícia Civil acredita que o crime teve participação de pelo menos mais uma pessoa. No entanto, no momento em que Alisson foi alvo de tiros, apenas um dos criminosos estavam no local.

O carro da vítima, um Chevrolet Classic, com placas de Fortaleza, foi abandonado no município de São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. Segundo as investigações, o carro teria sido deixado no local por uma mulher, suspeita de participação no crime.


Ao iniciar as investigações, a equipe da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa entrou em contato com a empresa 99 POP para saber informações sobre o passageiro – já que a corrida foi solicitada através do aplicativo. No entanto, até o momento, a empresa não prestou esclarecimentos às autoridades policiais.

A reportagem tentou o contato com a assessoria de comunicação da 99 para comentar o caso, no entanto, nossas ligações não foram atendidas. O espaço segue aberto para pronunciamento oficial dos dois aplicativos mencionados na matéria.

Em fase inicial de investigações, a Polícia Civil pede o apoio da população para solucionar o crime. Quem tiver pistas sobre os suspeitos ou souber de alguma informação que possa contribuir para a elucidação do crime pode entrar em contato com a polícia através do número 181 para realizar uma denúncia anônima.


Nominuto.com



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