quarta-feira, 28 de novembro de 2018

Mulher é demitida após desviar gasolina de empresa para dar ao marido que é motorista em Natal



Uma consultora de vendas foi demitida por justa causa do Cemitério Morada da Paz, na Região Metropolitana de Natal depois que foi flagrada desviando combustível da empresa. Depois de recorrer na Justiça do Trabalho da decisão, ela admitiu que pegava o combustível para colocar no carro do marido, que estava desempregado e passou a ser motorista de aplicativo. A 9ª Vara do Trabalho da capital, no entanto, manteve demissão.


A consultora de vendas trabalhou no cemitério por mais de dez anos, de maio de 2008 a agosto de 2018. Na ação trabalhista, em que pediu a reversão da demissão e sua reintegração ao serviço, ela alegou, inicialmente, não ter praticado nenhuma irregularidade que justificasse a dispensa por justa causa.

Em sua defesa, a empresa apresentou documentos para comprovar o desvio de combustível que deveria ser destinado ao abastecimento do veículo, de sua propriedade, utilizado pela consultora de vendas em serviço.

Entre eles, um vídeo de uma câmera de segurança de um posto de combustível, mostrando o momento do abastecimento do veículo. Na filmagem, um frentista faz o abastecimento normal e, depois, ainda com a mangueira da bomba de combustível na mão, abre a porta traseira do veículo e se senta no banco.

A juíza Aline Fabiana Campos Pereira destacou que, diante do vídeo, a mulher afirmou que parte do combustível foi colocada no tanque do veículo e parte em um vasilhame, que teria sido usado para abastecer o próprio carro da empresa.


Posteriormente, entretanto, admitiu que o combustível desviado destinava-se ao veículo que seu marido, que estava desempregado e atuava como motorista de aplicativo. Alegou “necessidade”, dizendo que naquele dia o marido estaria sem dinheiro para pagar o combustível do automóvel.

Ao final, de acordo com a juíza, ela admitiu que a prática tornou-se habitual, iniciando-se em maio de 2018 e terminando com o seu desligamento da empresa.

“Reputo, portanto, demonstrado à saciedade que a autora do processo cometeu furto no exercício da atividade profissional, hipótese tipificada como improbidade (artigo 482, a, da CLT)”, concluiu a juíza, ao manter a demissão por justa causa.


G1



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