terça-feira, 6 de novembro de 2018

Brasileiros já pagaram R$ 2 trilhões em impostos em 2018, porém dívida pública chega próximo aos 4 trilhões



O valor pago pelos brasileiros em impostos neste ano superou R$ 2 trilhões nesta terça-feira (6), segundo o “Impostômetro” da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). A marca chega um mês antes do que foi registrado ano passado, o que indica aumento na arrecadação tributária.


“A arrecadação está subindo, porém fecharemos o ano com déficit de mais de R$ 100 bilhões. Por isso a equipe econômica do próximo governo precisa focar no controle das contas públicas, manter o teto dos gastos e estimular a privatização de empresas estatais, diminuindo o tamanho do Estado”, comenta Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

A estimativa da entidade para arrecadação total em 2018 é de R$ 2,388 trilhões (contra R$ 2,172 trilhões no ano passado).

Dívida Pública

Após crescer R$ 447 bilhões em 2017 e atingir um total de R$ 3,55 trilhões, a dívida pública do governo federal continuará a crescer e poderá chegar a quase 4 trilhões no fim de 2018, de acordo com números divulgados pela Secretaria do Tesouro Nacional.

Se o patamar máximo de até R$ 3,98 trilhões se confirmar, a alta da dívida, neste ano, será de R$ 421 bilhões, o equivalente a 11,8% de aumento. Os números constam no Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública.


O nível de quase R$ 4 trilhões para a dívida no fim deste ano, porém, é o teto. O Tesouro Nacional também informou que o crescimento pode ser menor, de R$ 221 bilhões, para R$ 3,78 trilhões, que é o piso para o patamar da dívida no fim de 2018, ou seja, a alta mínima prevista. Neste caso, a elevação seria de 6,2%.

A dívida pública federal é a contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal, ou seja, pagar pelas despesas que ficam acima da arrecadação com impostos e contribuições.

Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, é chamada de interna. Quando tais operações financeiras ocorrem em moeda estrangeira, usualmente o dólar norte-americano, a dívida é classificada como externa.


Necessidades de financiamento
Segundo o Tesouro Nacional, os vencimentos da dívida pública neste ano somam R$ 710 bilhões, dos quais R$ 9,5 bilhões são da dívida externa e R$ 84 bilhões em encargos do Banco Central. Além disso, há uma estimativa de que sejam necessários mais R$ 108 bilhões para "cobertura parcial" do déficit das contas do governo.

Para financiar esses compromissos, estão previstos R$ 186 bilhões em recursos orçamentários (dos quais R$ 130 bilhões em devolução de recursos do BNDES). Com isso, a necessidade líquida de financiamento cai para R$ 637 bilhões em 2017.

Retomada do crescimento
O Tesouro Nacional avaliou que o ano de 2018 será de retomada do crescimento econômico, maior estabilidade de preços e taxas de juros mais baixas.


"Permanecem, contudo, os esforços direcionados à consolidação fiscal [das contas públicas], que ensejam avanços nas reformas necessárias para o equilíbrio das contas públicas e a sustentabilidade da dívida pública", acrescentou.

Ainda de acordo com o Tesouro, nesse contexto a administração da dívida pública contribui para o "equilíbrio macroeconômico ao pautar sua estratégia de financiamento pelo objetivo de redução de custos, concomitantemente à manutenção de níveis prudentes de risco".

O Tesouro Nacional concluiu informando que as diretrizes dessa gestão da dívida pública têm conduzido o perfil da dívida em favor de "baixa exposição cambial" (atrelado ao dólar) e de "participação relevante de dívida com taxas de juros prefixadas ou remuneradas por índices de preços [inflação], sendo estes últimos instrumentos de mais longo prazo".


Fonte: G1



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