quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Suspeito de participar da execução de PM durante assalto a ônibus é morto em Caraúbas, RN



Morreu no final da tarde desta quarta-feira (5), ao trocar tiros com policiais militares na cidade de Caraúbas, na região Oeste potiguar, um homem suspeito de participação no assassinato do cabo da PM Ildônio José da Silva, crime ocorrido no dia 16 do mês passado durante um assalto a um ônibus de estudantes na RN-117. Kauã Bruno Ferreira de Lima, mais conhecido como 'Cocada', de 18 anos, era um dos 9 suspeitos que ainda estão sendo procurados.


A PM disse que chegou a Kauã – que estava escondido em uma casa no bairro Leandro Bezerra – após ele ter assaltando uma mulher, crime cometido pela manhã na comunidade Alto de São Severino. Ao tentar escapar do cerco, o suspeito atirou contra os policiais, que revidaram. Kauã foi baleado e socorrido para o hospital, mas não resistiu ao ferimento.

Apesar da morte do suspeito, a Associação de Praças da Polícia Militar de Mossoró e Região (Apram) confirmou que a recompensa, no valor de R$ 11.400,00, continua valendo para quem der informações que levem à prisão os assassinos do cabo. Agora, são 8 os procurados:

Vantuir Lima, 23 anos

Antônio Alcivan Fernandes Júnior ('Juninho Mangueira'), 18 anos

Wilhiam Bezerra de Lima ('Belo das Mirandas'), 24 anos

Danilo Soares da Silva Fernandes,18 anos

Lucivan Dantas ('Rabicó'), 18 anos

Judson Rodrigues Vieira ('Juca Ladrão'), 24 anos

Obimael ('Bibi das Mirandas'), 23 anos

Adolescente de 17 anos

Os mandados de prisão preventiva e mais o mandado de busca e apreensão do adolescente foram expedidos pelo juiz Pedro Paulo Falcão Júnior, titular da Comarca de Caraúbas.

As informações sobre os suspeitos podem ser repassadas através dos seguintes números:

Disque Denúncia: 181 ou (84) 9.8132-6057
Delegacia de Caraúbas: (84) 3337-2305
Polícia Militar: 190 ou (84) 9.9680-5322

Investigações
Até o momento, 11 pessoas já foram presas por envolvimento direto no assalto e morte do PM, ou por favorecimento aos bandidos.

Por participação direta, são três: dois homens e uma mulher. Os outros oito foram todos indiciados por terem, de alguma forma, colaborando com a quadrilha – seja tentando ajudar os bandidos a fugirem do cerco que a polícia montou na região, ou mesmo dando guarida aos criminosos.

'Só dei um tiro no cachorro'
Os dois homens presos suspeitos de terem participado diretamente do assalto e da morte do cabo Ildônio foram pegos pela polícia no dia seguinte ao assassinato. Foi durante uma abordagem da PRF a um Gol preto na BR-110, em Campo Grande, cidade vizinha a Caraúbas. Os dois, inclusive, já tinham mandados de prisão em aberto por assaltos e outros homicídios na região. No celular de um deles, o Aleilson Melquíades de Oliveira, de 18 anos, a polícia encontrou mensagens que ele trocou com a irmã, nas quais ele admite ter atirado no PM: "Só dei um tiro no cachorro".

Já a mulher, é uma estudante de Direito que foi presa no dia 19 na cidade de Caraúbas. Segundo o delegado, a universitária foi a única que não foi roubada pelos criminosos que assaltaram os passageiros do ônibus. Além disso, teria sido ela a pessoa que avisou os bandidos que havia um policial militar armado no veículo. "Ela, inclusive, é namorada de um dos criminosos que ainda está sendo procurado", acrescentou o delegado Sandro Régis.

A execução
Ildônio José da Silva, de 43 anos, foi morto no final da tarde do dia 16 de agosto às margens da RN-117, entre as cidades de Caraúbas e Governador Dix-Sept Rosado, na região Oeste potiguar.

O policial estava em um ônibus escolar a caminho de uma faculdade em Mossoró, onde estudava Administração. Ele foi identificado pelos bandidos, retirado do veículo, deitado no chão e executado com vários tiros. O último disparo, na cabeça, foi de espingarda calibre 12. A arma do PM, uma pistola, foi levada pelos bandidos.

Ildônio morava em Caraúbas e trabalhava na 3ª Companhia do 12º BPM.


G1



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