terça-feira, 11 de setembro de 2018

MP abre inquérito contra ex-prefeito Carlos Eduardo Alves



O Ministério Público do Rio Grande do Norte (MP) abriu um inquérito civil para apurar se houve ato de improbidade administrativa por parte do ex-prefeito e candidato ao governo estadual, Carlos Eduardo Alves (PDT) e do atual prefeito Álvaro Dias (MDB). A suspeita é de que os dois tenham  autorizado o aumento da tarifa de ônibus, em maio deste ano, em troca de propina na forma de doação eleitoral.


A tarifa de ônibus da capital potiguar foi reajustada após aprovação do Conselho Municipal de Transportes. A suposta doação teria sido feita pelo empresário do ramo de transportes Agnelo Cândido. Propina seria usada para financiar as campanhas de Carlos Eduardo Alves e também de Adjuto Dias (MDB), filho de Álvaro Dias, que concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa.

O inquérito foi instaurado pelo promotor substituto da 44ª Promotoria do Patrimônio Público de Natal, Márcio Cardoso Santos, por intermédio de uma portaria expedida no dia 28 de agosto, e está sob sigilo, para não atrapalhar as investigações.

Em nota, a Prefeitura de Natal explicou que "o reajuste tarifário do transporte público segue critérios eminentemente técnicos e um processo que é regulamentado por lei. O processo se inicia com estudos que se convertem em planilhas com o acompanhamento da evolução de custos em itens como salários dos motoristas, encargos trabalhistas e despesas com insumos como combustíveis e peças de manutenção dos veículos”.

O documento também afirma que  após a compilação de todos os  dados, as planilhas “são submetidas ao Conselho Municipal de Transportes e Mobilidade Urbana (CMTMU), composto por 31 membros, sendo eles não somente oriundos de organismos do Poder Público Municipal, mas também por representantes dos próprios usuários e de outras instituições públicas e privadas”.

Já em relação ao reajuste da tarifa de ônibus, a nota informa que "a aprovação foi criticada pelos empresários”por considerar que ela não repunha os custos absorvidos pelo setor”. A declaração expõe ainda que “ao Poder Executivo Municipal, coube respeitar a decisão do Conselho”.

A assessoria do candidato a deputado estadual Adjuto Dias disse que ele ainda não foi notificado e desconhece o assunto. A reportagem não conseguiu contato com a assessoria de Carlos Eduardo Alves.



Nominuto.com




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