segunda-feira, 27 de agosto de 2018

Vídeo postado na internet mostra homem explicando a militantes como divulgar candidatos do PT



Vídeo publicado na internet mostra ex-assessor do deputado Miguel Corrêa Jr. explicando como ser remunerado pela militância a favor de candidatos do PT.


O vídeo mostra Breno Nolasco, que aparece funcionário da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Economico, que era chefiada por Corrêa. Ele também foi assessor parlamentar do deputado.

A divulgação do material se segue ao caso das denúncias de tuiteiros de que agência pagou para que influenciadores digitais publicassem material favorável aos candidatos petistas.

Ele afirma no vídeo que os ativistas serão remunerado por "pessoa captada". "Eu, Breno, consegui 30 amigos. Como nós vamos remunerar R$ 3 por pessoa, então eu vou receber R$ 90", afirma.

O sistema se dá por meio dos aplicativos Follow Now e Brasil Feliz de Novo, criados por empresas de Corrêa Jr.

Nolasco cita o esquema de compartilhamento de campanha de funcionários petistas. "Essas notícias vocês são obrigados a compartilhar em suas redes [...]", diz. "Vão aparecer as notícias. Você vai entrar na campanha do Lindbergh [Farias, senador]. Vocês vão compartilhar no Facebook, no Twitter, no WhatsApp".

Em outro trecho, ele diz "que vocês ganhem cada vez mais dinheiro com isso". "Os R$ 500 é o início do nosso projeto. Os melhores ativistas vão muito além disso", disse. 

Outro vídeo publicado mostra Breno e uma mulher identificada como Laís Boa Sorte respondendo dúvidas de militantes. 

Nolasco é sócio da empresa Sharing, que fica no mesmo escritório de empresas de Corrêa Jr., responsáveis pelos aplicativos Follow e Brasil Feliz de Novo. 

A Folha não localizou Nolasco para comentar o conteúdo do vídeo.

Investigação


Segundo o portal da revista Veja, As procuradorias eleitorais de Minas Gerais e do Piauí abriram procedimentos para analisar se houve irregularidades envolvendo o pagamento de “influenciadores” em redes sociais para fazer publicações favoráveis a candidatos petistas. O procedimento é o primeiro passo para a abertura de uma investigação formal.

O caso ganhou repercussão no fim de semana, após uma série de posts exaltando a gestão do governador do Piauí, Wellington Dias, candidato à reeleição.

Internautas passaram a acusar o petista de pagar uma agência de “influenciadores digitais” para divulgar mensagens positivas a seu respeito. A prática seria ilegal e configuraria propaganda irregular ou até caixa 2.

A ação foi denunciada pela influenciadora digital Paula Holanda. Em sua conta no Twitter, ela disse que foi procurada por uma representante de uma agência de marketing digital, a Lajoy. Paula publicou suposto briefing em que uma pessoa chamada Isabella Bomtempo, da agência, convidou-a para participar de ação “de militância política para a esquerda” e não de cunho partidário. No trecho divulgado pela internauta não havia menção a pagamentos. Ela aceitou participar.

Paula relatou ter concordado em publicar duas postagens: uma sobre a senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT, por lhe parecer “uma causa muito justa”, relacionada à “perseguição partidária” e à prisão do ex-presidente Lula; e outra, sobre o candidato petista ao governo de São Paulo, Luiz Marinho, porque parte de sua família mora em São Paulo e “a agenda paulista” lhe interessa.

A “influenciadora” contou ter “desconfiado” de que não se tratava de ações apartidárias, mas, sim, a favor do PT, quando pediram a ela posts elogiosos a um terceiro petista, Wellington Dias. “Eu me recusei a twittar sobre o Wellington Dias. Não tenho nenhuma ligação com o Piauí e não o conheço”, tuitou. “Pesquisei rapidamente pela opinião da esquerda e ele aparentemente não foi um bom governador. Li que ele sucateou e militarizou a educação e silenciou mulheres”, continuou ela.

O vídeo oficial foi apagado após se tornar público o esquema, mas já tinha sido replicado por outras pessoas na net, veja abaixo:




Fonte: Folha



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