quarta-feira, 22 de agosto de 2018

‘Operação Cidade Luz’: Na Paraíba, denúncia sugere e expõe investimentos políticos que empresários fizeram em Natal



Na denúncia em que apresentou ao Tribunal de Justiça da Paraíba, a Procuradoria Geral de Justiça daquele estado relaciona os crimes da Operação Cidade Luz perpetrados na cidade de Patos e relaciona crimes associados no Rio Grande do Norte, especialmente em Natal.


Uma das revelações divulgadas pelos promotores é de uma conversa de WhatsApp entre o empresário Maurício Guerra e Allan Rocha, em que associam a continuidade do esquema criminoso à vitória nas urnas de 2016. Nessa conversa, Allan Emanuel fala que o grupo saiu vitorioso em Patos, Natal e Parnamirim, conforme afirma o documento do Ministério Público da Paraíba.

Na sequência, há uma referência a “Kleber vereador aleito” [sic], que se trata do vereador licenciado Kleber Fernandes, de Natal, cuja campanha já foi citada por delatores como beneficiária do esquema descoberto na Secretaria Municipal de Serviços Urbanos.

Em nota ao blog, Kleber Fernandes afirmou que “é completamente descabido e irresponsável ele dar a entender, nas conversas que constam na denúncia que tem ‘acesso’ a mim e me citar como possível alvo de assédio da sua empresa para a prática de algum ato ilícito”. Kleber ainda ressaltou que não com o investigado que lhe citou, Allan Emanuel, “nenhum relacionamento mais próximo que pudesse ensejar tal insinuação” e que “jamais tratou com ele de qualquer assunto relacionado a contratos de fornecimento para a Prefeitura de Natal ou qualquer órgão público”.

Em Natal e Parnamirim, as gestões têm informado que colaboram com as investigações. Elas afastaram os servidores implicados no caso, fizeram substituições, reforçaram a transparência e não têm se omitido quando são instadas a se manifestar sobre o assunto. O vereador Kleber Fernandes tem optado pelo silêncio desde que seu nome foi implicado no caso.


Modelo
As cidades potiguares são referenciadas como modelo de fraudes que poderiam ser copiadas para outros municípios.

A investigação sugere que fraudes em contratos na orla de Natal estariam sendo copiadas para a orla de João Pessoa. “Como se pode observar nos e-mails apreendidos, Felipe Castro chegou a enviar fotos dos projetos relatvos a orla de Natal para Felipe Cartaxo, com a intenção de obter o mesmo tpo de contrato para a orla de João Pessoa-PB”, registr a denúncia do Ministério Público da Paraíba.

Noutro trecho, os promotores identificaram que os mesmos documentos utilizados para fraudes em Caicó foram replicados em Patos. A prefeitura seridoense, aliás, é citada como referência de trativa de expansão para outras cidades.

A denúncia ainda traz nominalmente o nome de Tibau, em mensagem na qual Allan Emanuel Rocha comunica a preparação de editais para Patos e Tibau.





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