terça-feira, 28 de agosto de 2018

Mesmo após pacote econômico, produtos desaparecem dos supermercados da Venezuela



As prateleiras dos supermercados e das farmácias da Venezuela amanheceram vazias na segunda-feira (27), dia em que o pacote anunciado pelo presidente Nicolás Maduro para reativar a economia e encerrar a crise completa uma semana em vigor.

Na capital, Caracas, e em cidades próximas, como Guarenas e Guatire, praticamente nenhum dos 25 produtos da cesta básica, cujos preços foram regulados na semana passada, estavam nas prateleiras.

Em vários supermercados de Caracas, os freezers que deveriam expor carne bovina estavam completamente vazios. Apenas alimentos processados, como hambúrgueres, estavam disponíveis.

Um açougueiro que preferiu não se identificar disse que a loja para a qual trabalha não está recebendo produtos e que não está claro quando eles voltarão a ser entregues.

A escassez de alimentos é geral e evidente. Nas prateleiras de artigos não perecíveis que não estão vazias, há poucos produtos importados que ocupam quase todo o espaço.

O ministro da Indústria e da Produção Nacional, Tareck El Aissami, disse que a regulação dos preços foi adotada pelo governo após um acordo com as 33 maiores agroindústrias do país. Os empresários negam e dizem que os valores foram impostos por Maduro.

Nas redes sociais, vários venezuelanos divulgaram na segunda-feira imagens das prateleiras vazias em supermercados de diferentes regiões do país, um fenômeno paralelo à queda de preços ordenada pelo governo. A situação se repete nas farmácias do país.

Além da regulação de preços, o aumento do salário em 35 vezes e a implementação de um sistema de alta progressiva dos valores da gasolina fazem parte das medidas do novo plano econômico de Maduro, uma tentativa de recuperar uma economia que pode fechar 2018 com uma inflação de 1.000.000%, segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI).

Em um discurso em rede nacional de televisão e rádio, Maduro disse que as medidas trarão recuperação econômica no curto prazo. Segundo o presidente, o plano é "justo e pertinente" e conta com o apoio da população venezuelana para ser aplicado plenamente.





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