segunda-feira, 27 de agosto de 2018

José Dirceu volta a atuar no PT dando conselhos a Haddad



Um dia antes de Fernando Haddad embarcar para seu primeiro périplo pelo Nordeste, o ex-ministro José Dirceu telefonou para Emídio de Souza, hoje um dos mais próximos assessores do ex-prefeito de São Paulo.

Conversaram longamente e Dirceu foi assertivo no conselho para a iminente inserção de Haddad entre o mais fiel eleitorado de Lula: a carta enviada pelo ex-presidente em 15 de agosto, no ato do registro de sua candidatura, deveria ser seguida como roteiro da campanha.

A linguagem, a simbologia, os temas, avalia Dirceu, estava ali tudo o que o povo fala e quer ouvir, como uma espécie de testamento de Lula.

Na mensagem, lida pelo próprio Haddad aos militantes que marcharam até Brasília para ver o registro no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o ex-presidente afirma que seus apoiadores “terão que ser Lula” pelo país.

“Lembrando ao povo brasileiro que nos governos do PT o trabalhador teve mais empregos, maiores salários e melhores condições de vida”, dizia o texto interpretado pelo vice na chapa petista.

Solto desde junho pelo STF (Supremo Tribunal Federal), Dirceu voltou a operar no PT. Desta vez, como ele mesmo define a aliados, apenas como consultor e não mais como dirigente que disputa para formar maioria em favor de suas opiniões.

Mas o ex-ministro da Casa Civil e todo-poderoso do primeiro governo Lula ainda é procurado por integrantes de seu partido para dirimir problemas internos e ajudar a acelerar a distribuição do fundo partidário, por exemplo.

Sabe de cabeça os números nos estados e avalia os cenários do PT em cada região do país, reflexo da vida partidária na qual mergulhou por mais de três décadas.

No dia 15 de agosto, já no fim da marcha em apoio a Lula, Dirceu funcionou como contato direto entre o PT e o gabinete de crise montado pelo governo do Distrito Federal para monitorar a manifestação.

Quando o subsecretário de Movimentos Sociais e Participação Popular do DF, Acilino de Almeida, presente na sala de crise, não conseguiu falar com petistas que estavam perto do TSE, telefonou a José Dirceu.





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