quinta-feira, 23 de agosto de 2018

Filho é preso após espancar e matar o próprio pai em Mossoró



Um filho matou o próprio pai nessa quarta-feira (22), na cidade de Mossoró, na região oeste. De acordo com a Polícia Militar, Rosemberg de Araújo Torquarto, de 39 anos, espancou até a morte o genitor, Raimundo Nonato Torquato, de 66 anos. O crime aconteceu no bairro Ilha de Santa Luzia.

Segundo familiares e vizinhos, Rosemberg é dependente químico e exigia dinheiro para comprar drogas. Diante da negativa do pai, os dois começaram a brigar. O filho então agrediu o pai com pauladas e pedradas.

O idoso foi socorrido por vizinhos e encaminhado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Alto de São Manoel, mas não resistiu aos ferimentos e morreu pouco depois. A PM foi acionada e prendeu o acusado em flagrante quando tentava fugir.

Rosemberg Torquato foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios e autuado em flagrante. “Inicialmente ouvimos os policiais, que não presenciaram o fato. Mas após alguns instantes fomos a UPA, ouvimos a assistente social, teve violência na vítima, o senhor Raimundo Torquato. Posteriormente, fomos no local do crime, em frente à residência do senhor Raimundo, e os vizinhos comentaram que realmente houve agressões mútuas e após Rosemberg agredir o pai com pauladas e com pedradas e dizia a todo momento que queria matar o pai. Então está presente o dolo de matar”, explicou o delegado Rafael Arraes.

Em depoimento, o acusado nega que tivesse intenção de matar o pai e que agiu para se defender. Contudo, o delegado afirma que os vizinhos contestam essa afirmação. “O pai foi socorrido para o Alto de São Manoel por uma vizinha, já bastante roxo, teve também um enforcamento e após 15 minutos na unidade veio a óbito. Então o dolo é de matar, vai responder por homicídio, preso em flagrante e será encaminhado à Cadeia Pública. Ele relata que em nenhum momento agrediu o pai, que apenas se defendeu. O pai também chegou a agredi-lo, porque não aguentava mais a situação porque ele era usuário de drogas. Um caos familiar e segundo testemunhas, o pai não queria matar, apenas queria que ele fosse embora. O pai dizia que não aguentava mais”, disse Arraes.


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