segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Aparelho da Google identifica mais de 50 doenças oculares melhor que médicos



A DeepMind, a empresa da Alphabet de inteligência artificial, com sede em Londres, planeja desenvolver um produto médico que ajudará os médicos a detectarem mais de 50 condições que representam uma ameaça à visão a partir de um exame oftalmológico comum.

A companhia treinou um software de inteligência artificial para detectar sinais de doenças com mais precisão que os médicos humanos, segundo estudo publicado nesta semana na revista científica Nature Medicine.

A DeepMind e os parceiros na pesquisa, o Moorfields Eye Hospital, de Londres, e o Instituto de Oftalmologia da University College London, informaram que planejam testes clínicos prospectivos da tecnologia em 2019.

Se esses testes forem bem-sucedidos, a empresa buscará criar um produto aprovado pelos órgãos reguladores que o Moorfields possa lançar em todo o Reino Unido. O produto seria gratuito durante um período inicial de cinco anos.

O software representaria a primeira vez que um algoritmo de inteligência artificial da DeepMind que utiliza aprendizado de máquina acaba em um produto médico.

A Alphabet tem várias iniciativas destinadas ao uso de inteligência artificial para melhorar a saúde.

Neste ano, a Verily, uma empresa de ciências biológicas de propriedade da Alphabet, se associou a especialistas em IA do Google para desenvolver um algoritmo capaz de identificar uma série de problemas cardiovasculares a partir de um tipo diferente de imagem da retina.

A própria DeepMind tem uma divisão inteira dedicada à saúde e mantém projetos de pesquisa com o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido e com o Departamento de Assuntos de Veteranos dos EUA, entre outros.

A pesquisa da DeepMind com o Moorfields analisou um tipo de exame ocular chamado tomografia de coerência óptica (OCT, na sigla em inglês), que pode ser usado para diagnosticar degeneração macular relacionada à idade (DMRI), hoje a principal causa de cegueira no mundo desenvolvido, além de outros distúrbios na retina ligados a condições como o diabetes.

Mas, segundo Keane, o uso de escâneres OCT superou o treinamento de especialistas capazes de interpretar corretamente suas imagens. Como resultado, praticamente qualquer anormalidade detectada pela OCT leva ao encaminhamento a um oftalmologista para uma análise mais aprofundada.

De 2007 a 2017, os encaminhamentos oftalmológicos aumentaram 37% no Reino Unido. Isso gerou tempos de espera que dificultam o tratamento daqueles que realmente precisam de intervenção rápida para evitar a cegueira.


Uol



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