sexta-feira, 20 de julho de 2018

Rede de alta velocidade conecta universidades na Paraíba, Pernambuco e RN



A Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) reconhece a importância da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) para o desenvolvimento sustentável das sociedades. O documento também ressalta a necessidade de uma educação inclusiva, equitativa e estabelece o acesso a informação como um direito humano e que deve estar ao alcance de todos.

E para contribuir com esse desenvolvimento, a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) e a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf) firmaram acordo - em vigor desde o segundo trimestre deste ano -, para ampliar o acesso à banda larga em cidades de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte.

A parceria acontece para ampliar a Rede Ipê - infraestrutura de internet dedicada à comunidade acadêmica brasileira -, por meio de cabos de fibras ópticas das linhas de transmissão elétrica da Chesf. O acordo terá duração de 20 anos e recebe investimentos do Programa Nordeste Conectado, mantido pelo Ministério da Educação (MEC), que já interliga instituições federais de educação e pesquisa da região à rede de alta velocidade da RNP.

“A presença da Chesf em todo o território nordestino nos permite conectar diversas instituições, no interior de cada estado da região. Assim, ampliamos nossa responsabilidade e compromisso de oferecer uma conexão de maior qualidade às instituições de ensino e pesquisa presentes no Nordeste brasileiro”, assegura Eduardo Grizendi, diretor de Engenharia e Operações da RNP.

Uma das instituições beneficiadas será a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). A rede contribuirá com os trabalhos de pesquisa nos laboratórios de Realidade Virtual, Física e Astronomia, por exemplo. Além disso, teses de mestrado, artigos científicos e outras pesquisas da instituição também serão beneficiadas com a ampliação da infraestrutura.

O vice-diretor do Instituto Internacional de Física da UFRN, Silvio Quezado, defende que o acesso à internet dentro do campus precisa estar facilitado para o bom andamento dos trabalhos de pesquisa. Ele conta que a estrutura do instituto conta com salas exclusivas para a realização de web conferências. “Temos a necessidade de uma conexão rápida e segura. Nos comunicamos com outras universidades no país e com instituições de ensino na Rússia, na Suécia, no Japão, na Índia e nos Estados Unidos, por exemplo”, relata.

O instituto está recuperando um laboratório de computação de alto desempenho, que precisa de internet de alta velocidade. “É um ambiente onde o fluxo de informação é muito grande e tende a aumentar. Portanto, ter uma rede capaz de suprir essa demanda é crucial”, acrescenta Quezado.

A fase inicial do acordo RNP-Chesf ainda prevê a entrega de mais cinco conexões de altíssima velocidade (100 Gb/s), até o final do mês de agosto. A primeira irá interligar Recife até Maceió; a segunda conectará a capital de Alagoas a Aracaju; e a terceira, a capital de Sergipe a Salvador. Por fim, Fortaleza estará interligada a Natal e diretamente a Salvador, nas últimas conexões desta fase.

Concluída essa etapa, 28 campi de instituições federais, distribuídos por 19 cidades no interior do Nordeste, serão beneficiados diretamente com velocidades a partir de 1 Gb/s. A expectativa é que a segunda fase da parceria comece a ser implementada até dezembro de 2019. Fortaleza (CE), Teresina (PI), Petrolina (PE), Juazeiro (BA), Senhor do Bonfim (BA), Salvador (BA), e outras 77 cidades do interior nordestino serão beneficiadas.

Sobre a RNP
Qualificada como uma Organização Social (OS), a Rede Nacional de Ensino e Pesquisa (RNP) é vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações (MCTIC) e mantida por esse em conjunto com os ministérios da Educação (MEC), Cultura (MinC), Saúde (MS) e Defesa (MD), que participam do Programa Interministerial RNP (PI-RNP).

Pioneira no acesso à internet no Brasil, a RNP planeja, opera e mantém a rede Ipê, infraestrutura óptica nacional acadêmica de alto desempenho. Com Pontos de Presença em 27 unidades da federação, a rede conecta 1.197 campi e unidades nas capitais e no interior.

São mais de 4 milhões de usuários, usufruindo de uma infraestrutura de redes avançadas para comunicação, computação e experimentação, que contribui para a integração dos sistemas de Ciência e Tecnologia, Educação Superior, Saúde, Cultura e Defesa.


Fonte: Nominuto.com



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