segunda-feira, 23 de julho de 2018

Lua de Júpiter, pode ter sinais de vida extraterrestre sob gelo, diz pesquisa da Nasa



Entre as 79 luas que orbitam Júpiter, Europa é aquela que mais intriga os cientistas: o satélite seria um dos locais mais promissores do Sistema Solar para a busca de vida extraterrestre. E segundo um estudo divulgado hoje (23 de julho) por pesquisadores da NASA, basta explorar alguns centímetros abaixo da superfície de Europa para encontrar sinais de vida.

Publicado no periódico científico Nature Astronomy, a pesquisa afirma que cadeias de aminoácidos (estruturas que constituem toda a matéria viva) existem há pelo menos 10 milhões de anos na lua e estão localizadas de 1 a 3 centímetros abaixo da superfície de Europa.

As possibilidades de encontrar algum tipo de vida também estão relacionadas às características do satélite: coberta por uma camada de 10 quilômetros de gelo, Europa possui enormes oceanos subterrâneos que têm águas aquecidas graças à energia térmica produzida pela interação gravitacional com Júpiter.

Apesar da expectativa, vale destacar que os cientistas não esperam encontrar nenhum tipo de vida inteligente ou com estrutura biológica complexa: a radiação emitida por Júpiter destrói qualquer amostra de vida na superfície de Europa. Nas camadas inferiores da lua, entretanto, há possibilidade de alguma bactéria resistente conseguir existir.

Neste ano, pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) analisaram dados de uma bactéria que vive em uma mina de ouro de Mponeng, na África do Sul. Trata-se da Candidatus Desulforudis audaxviator, uma espécie que vive sem luz solar e através de reação radioativas da água, condições que podem ser semelhantes em Europa.

Para coletar informações mais precisas a respeito da lua, a NASA estuda lançar uma sonda no satélite dentro dos próximos anos. A Agência Espacial Europeia (ESA) realizará uma missão de exploração em Júpiter em 2022. As apostas estão lançadas.

SIMULAÇÃO DO MODO QUE A NASA PRETENDE LANÇAR EM EUROPA (FOTO: DIVULGAÇÃO/NASA)


Fonte: Galileu



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