sábado, 6 de janeiro de 2018

PF faz 50 perguntas a Temer sobre propina por decreto dos portos



Está no gabinete do presidente da República, Michel Temer, desde o último dia 3, ofício da presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, com 50 perguntas formuladas pela Polícia Federal em inquérito que investiga a suspeita de pagamento de propina pela empresa Rodrimar, através do ex-assessor especial de Temer, Rodrigo Rocha Loures, para a edição do decreto presidencial que aumentou os prazos de concessão das áreas portuárias.


A revista Época teve acesso às perguntas, formuladas pelo delegado da PF Cleyber Malta Lopes, e as publicou na edição desta semana. Por exercer o cargo de presidente da República, Temer tem a prerrogativa de escolher responder por escrito a questionamentos em inquéritos policiais ou processos em que é testemunha.

Os questionamentos mais incisivos da PF estão no último tópico, que levanta suspeitas sobre o recebimento de propina pelo presidente em troca de benefícios às empresas portuárias. “Vossa Excelência recebeu alguma oferta de valor, ainda que em forma de doação de campanha eleitoral, formal ou do tipo ‘caixa dois’, para inserir dispositivos no novo decreto dos portos, mais benéficos para empresas concessionárias do setor? Se sim, explicitar as circunstâncias e quais providências tomou”, diz a pergunta número 49. No questionamento seguinte, a PF mira seus aliados: “Solicitou que Rocha Loures, João Baptista Lima Filho ou José Yunes recebessem recursos em nome de Vossa Excelência, em retribuição pela edição de normas contidas no novo decreto dos portos, de interesse e mais benéficas para empresas concessionárias de terminais portuários públicos e privados? Se sim, apresentar justificativas e detalhar circunstâncias”.

Leia aqui na íntegra as 50 perguntas da Polícia Federal para Michel Temer



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