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TV argentina revela última mensagem enviada por submarino desaparecido



Busca do submarino e de seus tripulantes se concentra em um raio de 36 quilômetros dentro da área geral de rastreamento no Atlântico Sul.


A última mensagem enviada pelo submarino ARA San Juan, que desapareceu com 44 tripulantes em 15 de novembro, foi revelada pelo canal argentino A24. O texto informa que a entrada de água danificou as baterias, causou um curto-circuito e princípio de incêndio.

"Entrada de água do mar pelo sistema de ventilação do tanque de baterias número três ocasionou um curto-circuito e princípio de incêndio no balcão de baterias", diz o aviso publicado pelo canal argentino.

A conclusão é de que as baterias ficaram "fora de serviço". "No momento em imersão, propulsando com circuito dividido. Sem novidades de pessoal. Manterei informado", diz o texto.

Na segunda-feira, a coalizão internacional continuava a fazer as buscas em um ambiente "extremo e adverso". A busca do submarino e de seus tripulantes se concentra em um raio de 36 quilômetros dentro da área geral de rastreamento no Atlântico Sul, a cerca de 450 quilômetros da costa da Patagônia.

No domingo, o navio norueguês Sophie Siem zarpou de Comodoro Rivadavia com um minissubmarino acoplado à sua popa para procurar a embarcação embaixo d'água. A área de busca tem profundidades que varia entre 300 e mil metros.

Corrupção na Marinha

Denúncias de corrupção sobre a compra de insumos sem licitação para a Marinha argentina envolvem as empresas responsáveis pelas baterias da embarcação – que teriam tido um curto-circuito pouco tempo antes de a embarcação perder contato com o continente.

Um pedido de investigação do ex-deputado da União Cívica Radical Miguel Giubergia foi arquivado por parlamentares leais à então presidente argentina, Cristina Kirchner (2008-2015). O caso envolvia o pagamento de propina para as empresas alemãs Ferrostaal e Hawker, responsáveis pela vendas de lanchas militares para a Marinha argentina.

As mesmas empresas são as responsáveis pela venda das baterias do San Juan, que foram alvo de uma auditoria interna do Ministério da Defesa já no governo de Mauricio Macri.

Segundo o ex-deputado, que hoje apoia o atual presidente, o processo violou todas as normas internas de contratação da Marinha e do governo. “Um diretor da Ferrostal em Munique, na Alemanha, confessou o pagamento de subornos a funcionários do Estado”, disse o ex-deputado à Rádio Continental. “Não tivemos resposta, porque o governo na época controlava a Câmara dos Deputados".




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