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Mesmo preso, Henrique usava laranjas para ocultar bens e lavar dinheiro, diz PF



Em coletiva realizada na manhã desta quinta-feira 26, acerca da Operação Lavat – desdobramento da Operação Manus que resultou na prisão do ex-ministro Henrique Alves -, a Polícia Federal revelou que seus agentes estão investigando a possibilidade de que Henrique estaria, mesmo preso desde junho na Academia da Polícia Militar, utilizando assessores laranjas para continuar a lavar dinheiro e ocultar e transferir bens. Todas as informações teriam chegado à PF por meio de delação premiada do ex-secretário de Obras de Natal (e ex-secretário do Turismo de Natal) Fred Queiroz, também preso na Operação Manus e solto após o acordo de delação.


As investigações ainda envolvem arquivos de 2013 e 2014 (época em que ele deixou de ser presidente da Câmara para concorrer ao governo do RN), que se mostrariam pistas para possíveis conexões entre Henrique e outros partícipes de um esquema que teria desviado R$ 5.5 milhões de licitações públicas em cinco municípios do Rio Grande do Norte, incluindo Nísia Floresta, cidade em que houve apreensão documental já nas mãos da PF. De acordo com o delegado Osvaldo Scalezi Júnior, as prefeituras receberam os valores dos recursos desviados nessas licitações fraudulentas, e que Henrique estaria passando orientações na forma de identificar as prefeituras onde foss possível captar novas licitações de cartas marcadas.

Ainda conforme informações divulgadas pela Polícia Federal, as investigações atingem o Ministério do Turismo (o assessor Norton Masera foi preso temporariamente e deverá ser exonerado pelo ministério), com ramificações que chegam ao Ministério da Agricultura. Novamente, essas informações foram apuradas em delação premiada de Fred Queiroz, além de interceptações telefônicas e outros elementos probatórios. A PF ainda vai apurar qual foi a porcentagem de propina que foi repassada às figuras partícipes do esquema.

A Polícia Federal tem procurado conexões com Henrique Alves e entende que, enquanto ele era ministro, “possuía conexões de muita capilaridade” e conhecia muita gente. Se o ex-ministro do Turismo e ex-presidente da Câmara dos Deputados vai responder às denúncias ou não, vai depender das apurações e dos resultados.

A coletiva com a Polícia Federal contou com as presenças de Kleber Martins de Araújo, procurador da República; Rodrigo Teles de Souza, procurador; Oswaldo Scalezi Júnior, delegado da Polícia Federal e Caio Cezar Bezerra, delegado federal. O início das explicações foi atrasado em cerca de meia-hora porque alguns agentes ainda se encontravam na emissora InterTV, em Candelária, cumprindo mandado de busca e apreensão no escritório do diretor da emissora, Hermann Bento Ledebour, ex-secretário particular de Henrique (sócio minoritário da InterTV) e Eduardo Cunha (PMDB), e um dos focos da operação.




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