terça-feira, 26 de setembro de 2017

Centrais sindicais mobilizam ato em apoio ao MPT que move ação contra empresa do Pro-Sertão



Centrais sindicais organizam, para a tarde de amanhã (27), às 16h, um ato diante da sede do Ministério Público do Trabalho (MPT), em Natal, para demonstrar apoio à ação movida pelo órgão contra a Guararapes Confecções - onde foram apontadas irregularidades em facções de costura no interior do Estado, que prestam serviços terceirizados à empresa. Os sindicalistas também pretendem manifestar solidariedade à procuradora do Ileana Neiva Mousinho, que moveu a ação contra a gigante têxtil, e foi alvo de críticas dos dirigentes da Guararapes na última semana.



"Enquanto movimento sindical, toda a classe trabalhadora levará o apoio ao MPT e à doutora Ileana, que tem sofrido diversos ataques", explica o dirigente da Central Única dos Trabalhadores no RN (Cut-RN), José Teixeira.

O ato é intitulado "Em defesa dos trabalhadores e faccionistas! Contra a política de terror dos donos da Guararapes", e pretende reunir as principais representações sindicais vinculadas às centrais que convocam o manifesto (CSP-Conlutas, Intersindical, Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, União Geral dos Trabalhadores e Nova Central).

As críticas voltadas à atuação do MPT contra a Guararapes são, na avaliação de José Teixeira, "gravíssimas", pois estão voltadas a uma tentativa de desmoralização da instituição. "Enquanto não houver respeito às instituições, o que vem depois disso é o Estado de exceção. Sabemos que doutora Ileana não tomou essa decisão de forma unilateral, mas, sim, todo um corpo de procuradores que estudou e chegou a essa decisão", afirma.

O MPT pede uma indenização coletiva no valor de R$ 38 milhões à Guararapes. Além disso, exige que a empresa assuma a responsabilidade sobre os direitos dos trabalhadores que atuam nas facções têxteis. A ação foi aberta após uma série de diligências realizadas pelo MPT nas facções pelo interior do Estado. Das 120 facções geridas pelo programa Pró-Sertão (modelo que descentraliza a produção de peças de vestuário), 62 realizam confecções para a Guararapes.

A empresa, por sua vez, afirma que a ação pode acarretar no fechamento dos postos de trabalho das facções de costura. Diz, também, que os contratos com facções obedecem as normas do Pró-Sertão. A Guararapes ainda questiona o fato de outras empresas participantes do programa não terem sido acionadas pelo MPT na ação.

Assembleia realiza audiência pública
A Assembleia Legislativa do RN promove, na próxima segunda-feira (2), às 9h30, uma audiência pública para discutir o impasse que envolve as relações de trabalho das facções têxteis com as indústrias do setor e entendimentos do MPT. O objetivo é propor a busca de um consenso entre as partes, com a participação de todos os atores envolvidos.

“Neste momento, entendemos que o papel da Assembleia Legislativa é intermediar soluções. As instituições devem se unir em favor do emprego, e não criar uma 'queda de braço'. Diálogo é a palavra de ordem”, afirma o presidente da ALRN, deputado Ezequiel Ferreira (PSDB).

Fonte: http://www.tribunadonorte.com.br/noticia/centrais-sindicais-mobilizam-ato-em-apoio-ao-mpt-em-natal/393239




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