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Robinson é suspeito de tentar comprar silêncio de delator na Dama de Espadas


Governador Robinson Faria é investigado sob a suspeita de tentar obstruir a Justiça no âmbito da operação Dama de Espadas, que apura desvios de recursos por meio de funcionários fantasmas.


A Operação Anteros deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (15) com o objetivo de apurar crimes de organização criminosa e obstrução da justiça supostamente praticados pelo governador Robinson Faria (PSD).

Segundo informações, o chefe do Executivo teria tentado comprar o silêncio de um dos delatores da operação Dama de Espadas, deflagrada em 2015, que investigava um esquema de funcionários fantasmas Assembleia Legislativa entre os anos de 2006 até os dias atuais e resultou na prisão da então procuradora da Assembleia Legislativa, Rita das Mercês. Robinson Faria foi presidente do Legislativo estadual por quatro biênios, entre 2003 e 2010.

Na manhã de hoje, cerca de 70 policiais federais cumpriram 11 mandados judiciais, sendo dois de prisão temporária (válido por cinco dias) e nove de busca e apreensão. Todos foram expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Houve busca e apreensão nos imóveis do governador, um apartamento localizado no bairro Areia Preta, na zona leste de Natal e na casa localizada no condomínio Porto das Dunas, na Praia de Pirangi, em Parnamirim. A Assembleia Legislativa e a sede da Governadoria, no Centro Administrativo, também foram alvos dos mandados.

Em nota, a PF informou que o ministro Raul Araújo Filho, da Corte Especial do STJ, determinou que fosse iniciada investigação preliminar para apurar os crimes de organização criminosa e obstrução da Justiça que estariam sendo praticados pelo governador com ajuda de servidores estaduais

As duas pessoas presas na manhã de hoje são próximas ao governador. Magaly Cristina da Silva foi nomeada servidora na Assembleia Legislativa (AL) em 1987, indicada por Robinson Faria, que na época era deputado estadual. De acordo com o portal da transparência da AL, atualmente ela exerce cargo comissionado na função de coordenadora da Assembleia Cidadã, com vencimento básico de R$ 6.640,06.

A funcionária já havia sido citada na Operação Dama de Espadas como beneficiada de recursos desviados do Poder Legislativo por meio de funcionários fantasmas na folha de pagamento, entre 2006 e 2011. Policiais federais revistaram o gabinete da servidora na Assembleia e recolheram documentos e mídias.

Já o advogado Adelson Freitas consta como aposentado na função de assistente técnico legislativo, com vencimento básico de R$ 17.025,66. Adelson também é conhecido por fazer apresentações encarnando o personagem "Zé Bonitinho", do humorista Jorge Loredo (morto em 2015). Atualmente ele exerce cargo no Gabinete Civil.

Fonte: No Minuto



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