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Mar avançou quase 2 metros no litoral potiguar de 1970 até 2012

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Tribuna do Norte - Dados do estudo Impacto, vulnerabilidade e adaptação das cidades costeiras brasileiras às mudanças climáticas, divulgado no último dia 5 pelo Painel Brasileiro de Mudanças Climáticas (PBMC), mostram que entre os anos 1970 e 2012, o nível do mar avançou em média 1,8m na capital potiguar. O relatório apontou projeções e diagnósticos sobre as regiões costeiras do Nordeste, Sul e Sudeste brasileiros e, de acordo com os especialistas, o poder público precisa atuar desde já para impedir que a cidade entre em um estado de alto risco como as cidades do Rio de Janeiro de Santos.


No Brasil, cerca de 60% da população habita cidades costeiras. As mudanças climáticas nas zonas litorâneas já estão sendo sentidas pela população: aumento do nível do  mar e das ressacas, aumento na intensidade das secas e das chuvas aliadas ao aumento das temperaturas dos oceanos. Nas zonas litorâneas mais habitadas, como é o caso de Natal, isso se traduz no avanço cada vez mais visível do mar, que em 2012 deixou o calçadão de Ponta Negra em estado de calamidade.

Muito utilizada por moradores locais e turistas, o avanço do mar nas áreas litorâneas passa a ter impactos não apenas ambientais, mas também sociais e econômicos. Apesar de não haverem projeções especificamente para a cidade de Natal, o próprio relatório aponta que as perdas econômicas para as 22 maiores cidades costeiras latino-americanas pode atingir a marca dos US$ 1,2 bilhão.

De acordo com o professor do departamento de Ciências Atmosféricas e Climáticas da UFRN, Cristiano Prestrelo de Oliveira, em função da própria formação do litoral norte-riograndense, que é repleto de falésias, os impactos são menos sentidos do que em cidades como o Rio de Janeiro, que tem um nível do mar mais elevado e condições atmosféricas que colaboram para que o cenário seja mais preocupante. O aumento no número de construções nas zonas costeiras, no entanto, é um fator que deve ser levado em consideração quando se fala dessas mudanças

“Grandes centros urbanos como o Rio de Janeiro, Santos e Recife, que possuem um adensamento elevado nas regiões costeiras com certeza agravaram uma condição ambiental já existente naquele local para o avanço do mar”, disse o professor.

Para ele, é importante que os gestores de cidades como Natal, no entanto, que ainda não está na zona de maior risco, se atentem principalmente neste momento para impedir que a cidade, em 50 anos, esteja na mesma situação que as mais vulneráveis “O estudo apresenta projeções mais pessimistas e mais otimistas. O que vai definir qual delas vai se concretizar vão ser as decisões que os gestores tomarem desde agora para reduzir esses riscos”, afirmou. Nas previsões mais pessimistas, o relatório aponta que até 2050 o nível do mar poderá subir até 40cm na costa brasileira.

O aumento no nível do mar não é o único ponto que vai ser influenciado nas zonas costeiras: as precipitações também serão afetados pelas mudanças climáticas: de acordo com o relatório, as cidades, inclusive Natal, estarão cada vez mais propensas à anomalias, tanto para o excesso quanto para a falta. Isso quer dizer que a seca que o Nordeste vivencia há seis anos pode se prolongar, ao mesmo tempo em que as precipitações podem aumentar durante curtos períodos em uma medida preocupante, principalmente para os centros urbanos, podendo causar impactos sociais e na infraestrutura da cidade.

Serviço
Para ter acesso e fazer o download do relatório completo, acesse: https://tinyurl.com/ybpecgwh




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