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Lideranças manifestam preocupação com fechamento de lojas no RN


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Preocupação. Este talvez tenha sido o termo mais utilizado por lideranças comerciais nos últimos dois anos dentro do território norte-rio grandense. Segundo dados publicados pela Divisão Econômica da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) e do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho (Caged), o RN viu, somente em 2016, 1.115 lojas serem fechadas e 3.778 vagas de empregos serem perdidas em virtude da crise econômica.


Percentualmente falando, o número de lojas varejistas fechadas no Estado cresceu 24,6% em relação a 2015, enquanto que o número de postos formais fechados teve alta de 68,88%, na mesma base de comparação. Em todo Brasil, foram fechadas, segundo a CNC, 108,7 mil lojas de varejo, um número 6,67% maior que as 101,9 mil fechadas em 2015. No caso específico do Rio Grande do Norte, foram 1.115 lojas fechadas em 2016 contra 893 que haviam sido registradas em 2015.

Diante dos números, a reportagem do Agora Jornal contatou algumas lideranças do setor para abordar o tema. Para o presidente da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Natal (CDL), Augusto Vaz, o problema é, obviamente, decorrente da grave crise financeira que o país encarou nos últimos anos e que afetou, entre os principais setores, o do comércio varejista seja no RN ou em qualquer outro estado da federação.

“É reflexo desse período que nós passamos recentemente, entre 2015 e 2016, com a crise econômica vivenciada pelo país e que gerou bastante desemprego, piorando a situação do Brasil e afetando diversos pontos do comércio”, disse Vaz, que em seguida teve seu discurso reforçado pelo presidente da Federação das Câmaras dos Dirigentes Lojistas do RN (FCDL), Afrânio Miranda. Este, por sua vez, ainda elencou fatos que andam comprometendo a desenvoltura do mercado potiguar.

“Só nos últimos dois anos foram mais de 200 mil pessoas desempregadas e 2 mil empresas fechadas. Imagine que por conta disso, o ICMS recolhido das empresas fica ainda mais baixo; o Estado não tem condições de pagar a folha e investir; a população desempregada não pode comprar, além, é claro, de outros transtornos que chegam em virtude disso. É uma situação crítica não só para as empresas que sobrevivem, mas também para a população de maneira geral. A quantidade de compradores reduz, as dívidas das pessoas físicas aumentam e o rombo é cada vez maior”, declarou.

Segundo Miranda, os impactos da crise econômica no país foram sentidos de maneira ainda mais intensa por parte dos lojistas que tinham estabelecimentos em shoppings da capital. Para ele, nestas situações, “os problemas foram ainda mais ferozes, uma vez que eles têm valores fixos que são atualizados todo ano, independentemente do momento do país, como por exemplo salário, impostos, custos por manter a loja num shopping e outros mais”, conta.

“Diante disso, as despesas aumentaram, o faturamento caiu e a situação complicou. Muita gente fechou loja em shopping por que não se sustentou. Lojistas que vendiam R$ 100 mil/mês passaram a vender R$ 30, 40 mil. Tudo isso contribuiu para esses números extremamente ruins nos últimos anos”, completou Afrânio, dono de uma das maiores lojas de informática / produtos tecnológicos do Estado.

Apesar do momento conturbado que o país passou, Augusto Vaz disse que já é perceptível que existe um processo de retomada na economia brasileira em andamento, comprovados pelo aumento no número de vendas em datas comerciais de 2017. “Acreditamos e já estamos identificando que a economia está em processo de reversão. Neste próximo semestre a gente já pode começar a apresentar resultados mais representativos. As datas comemorativas como dia das mães e a páscoa mostraram resultados bons e isso trouxe uma esperança para todos do setor econômico”, finalizou.

Ainda de acordo com os dados fornecidos pela CNC, dentro do contexto do Nordeste, o número de estabelecimentos comerciais fechados no Rio Grande do Norte teve o quinto pior desempenho, atrás da Paraíba (aumento de 137% no fechamento de lojas), PI (alta de 114,6%), CE (que fechou 87,3% mais estabelecimentos) e MA (aumento de 68,5%). Agora RN




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