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“Tomei cana, LSD e fui fazer merda”, declara assassino de advogado morto em Natal


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Noite de terça-feira, 2 de maio de 2017. Uma família se droga e decide assaltar quem visse pela frente na Rua Simón Bolívar, em Neópolis, na Zona Sul de Natal. O desfecho dessa ação resultou na morte do advogado Magnus Vinícius Pinheiro de Souza, de 55 anos, que, conforme dito pelos criminosos que assumiram o crime, reagiu ao assalto.


Os criminosos são José Wilson Dantas da Silva Júnior, de 20 anos, a irmã de 17 e o marido dela, Suanderson Carlos Costa Oliveira, de 18. O casal se formou através da internet. “Vai fazer uns quatro meses já. Conheci ele pelo Facebook. Achei ele só massinha e pronto”, contou a adolescente.

Naquela noite, “eu ‘tava’ muito doido. Tomei cana, LSD e fui fazer merda”, declarou José Wilson, completando que Suanderson estava na mesma situação. O assalto começaria com a adolescente posta como isca para atrair a vítima. O irmão diz que a atração não consistia em oferta de prostituição.

“Nós tava indo pra pegar um carro. Quando vi a mamada foi logo ele”, relatou a adolescente, acrescentando que estava com a arma usada pelo trio até este momento, quando entregou ao marido. Este foi o responsável pelo disparo que atingiu Magnus antes que ele capotasse o veículo e viesse a morrer.

A arma, “um oitão [revólver calibre 38]”, como disse José Wilson foi entregue à Polícia Civil justamente por Suanderson, que foi preso em Espírito Santo, no interior do estado. Os irmãos foram pegos no Conjunto Pirangi, na Zona Sul de Natal.

A abordagem

A menina, que diz estar grávida, contou como fez o contato com Magnus. O diálogo transcrito segue o que foi narrado por ela.

– E aí você vai para onde? Perguntou o advogado.

– Vou lá pra o outro lado da BR. Respondeu a jovem.

– Bora. Levo você.

– Não, não. Vou a pé mesmo.

“Ele ficou insistindo. Aí peguei, arrodeei e quando eu abri a porta, meu marido pegou a arma e sacou. Ele reagiu e acelerou o carro, eu fiquei pendurada na porta e o jeito foi entrar mesmo. Aí meu ex atirou”, narrou. Em seguida, o carro capotou com ela e Magnus, baleado nas costas, dentro. Mas a adolescente não se feriu com gravidade.

Pós-latrocínio

Depois do assalto que resultou na morte de Magnus, os jovens se esconderam em um matagal. A adolescente contou que foi próximo de um motel. Quando chegaram em casa, trocaram as roupas e, de acordo com José Wilson, a irmã e o marido dela venderam os pertences roubados.

A menina, no entanto, diz que roubou apenas um telefone móvel e que não o vendeu. “O celular, fiquei uns dias. Aí disseram que tinha rastreador e joguei fora. O dinheiro tinha só 100 reais e eu gastei com uma passagem. Pronto”, narrou a jovem.

“No outro dia passou uma reportagem dizendo que ele tinha morrido”, contou José Wilson. De acordo com ele, Suanderson ficou “desesperado”.

“Ele ficou desesperado e sumiu. Ela queria ir embora também. Mas falei: ‘Você fica comigo’”, relatou.

O que pensam

José Wilson diz que “lamenta muito” e indaga “O que posso fazer né?”. A adolescente que se refere a Suanderson como marido e ‘ex’, ao mesmo tempo, falou que espera sair, mudar e não aprontar mais. O parceiro, de acordo com ela, “disse que vai fazer o mesmo”.

Veja o vídeo abaixo






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