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Seis estádios da Copa registram suspeitas de propina, segundo delações

anigif-fgcell

Seis dos 12 estádios da Copa do Mundo 2014 têm suspeitas de irregularidades, segundo delações de membros da Odebrecht. As arenas que estão envolvidas no esquema são: Maracanã (RJ), Itaquerão (SP), Arena Pernambuco (PE), Mané Garrincha (DF), Manaus (AM) e Castelão (CE).



O inquérito referente à Arena Corinthians seguirá no Supremo Tribunal Federal (STF), com análise do ministro Luiz Fachin. Os demais devem ser investigados por outras instâncias.

Brasília e Pernambuco

Da construção do Estádio Mané Garrincha (o mais caro da Copa), passando pelo projeto do BRT que cortaria o Plano Piloto de Brasília, até a sede de R$ 6 bilhões para centralizar o governo do Distrito Federal e seus 13 mil servidores, tudo foi alvo de fraude no processo licitatório, com combinações de preços e pagamentos de propina para executar as obras.

As afirmações foram feitas pelos delatores e ex-executivos da Odebrecht, Ricardo Roth Ferraz e João Antônio Pacífico.

Havia uma combinação constante entre a Odebrecht e a Andrade Gutierrez sobre quem venceria determinada licitação, relevaram os delatores. A Andrade queria vencer o leilão do Mané Garrincha. Para simular uma concorrência, chamou a Odebrecht para oferecer um valor maior pelo projeto. Dessa forma, a Andrade venceu. Em contrapartida, a Odebrecht queria assumir as obras da Arena Pernambuco. Foi a vez de a Andrade oferecer uma proposta bem mais cara, para que a Odebrecht vencesse o leilão.

A mesma simulação foi realizada no projeto do BRT que cortaria a Asa Sul de Brasília, ligando o aeroporto à região central da cidade. A Odebrecht não tinha interesse na obra, mas simulou uma concorrência, segundo Ricardo Roth Ferraz, "a título de boa vizinhança". A oferta combinada é conhecida entre os integrantes do cartel como "cobertura da licitação".

Houve também combinação de interessados, de acordo com os delatores, na construção do Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad), erguido para centralizar a gestão pública do Distrito Federal. Além do acerto entre os concorrentes, a escolha dos vencedores teria envolvido ainda pagamento de propina para o então governador Agnelo Queiroz (PT) e para o ex-vice-governador Tadeu Filippelli (PMDB).

Arena Corinthians

Três delatores da Odebrecht afirmaram à Operação Lava Jato que pagaram R$ 50 mil de propinas para o deputado federal Vicente Cândido (PT-SP) para obter apoio em financiamento da obra do estádio do Corinthians. O parlamentar, que também é diretor de Assuntos Internacionais da CBF, é alvo de um inquérito aberto com autorização do Supremo Tribunal Federal (STF), após a mega delação do grupo Odebrecht.

"Consoante relato do Ministério Público, narra um dos colaboradores que, no ano de 2010, a pretexto de auxílio à campanha eleitoral para o cargo de deputado federal, Vicente Cândido da Silva solicitou e recebeu vantagem indevida, consistente em R$ 50 mil", registra autorização de Fachin para abertura do inquérito 4448. "Valor repassado pelo grupo Odebrecht que teria interesse no apoio do parlamentar na busca de solução para o financiamento do Estádio do Corinthians."

O nome de Cândido e o episódio da obra do Itaquerão foram citados nas delações de Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal e Benedicto Barbosa da Silva Júnior - dois deles, já presos e soltos pela Operação Lava Jato, em Curitiba.

Andrés investigado

A Odebrecht teria realizado pagamentos de R$ 3 milhões para o ex-presidente do Corinthians Andrés Sanchez. Benedito Júnior, um dos executivos da construtora que fizeram delação premiada é quem teria informado a Polícia federal sobre isso.

Andrés Sanchez foi eleito deputado federal em 2014 e teria recebido o dinheiro como caixa 2. O ex-presidente do Corinthians é o responsável pela construção do novo estádio do clube, que ficou a cargo da construtora.

O documento de Benedito Júnior aponta que os pagamentos foram feitos para André Luiz de Oliveira, o André Negão, vice-presidente do Corinthians e assessor do gabinete de Sanchez, para quem teria repassado os valores.


Em março do ano passado, André Negão foi alvo de uma condução coercitiva pela Polícia Federal em uma das fase da Operação Lava Jato. Seu nome havia aparecido em uma planilha da Odebrecht que apontava pagamentos irregulares. Com ele foi encontrada uma arma de fogo não registrada e ele foi preso, sendo solto após pagar fiança de R$ 5 mil.

Demais arenas

Nas obras do Maracanã, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral teria participação ativa no esquema de propina. Na Amazônia, o esquema teria apontado acordo entre Odebrecht e Andrade Gutierrez para definição dos valores da obra. Já no Ceará, a Carioca Engenharia teria pedido à Odebrecht para apresentar valor elevado na licitação para favorecer a vitória da mesma.


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