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Prefeito de Ceará-Mirim quadruplica número de médicos em três meses de gestão

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O prefeito de Ceará-Mirim, Marconi Barreto (PSDB), está bastante satisfeito com o que fez até agora pelo município em três meses de mandato. Em entrevista concedida ao Agora Jornal, Marconi fez uma comparação entre o período anterior ao início de sua gestão e hoje. Na visão do Chefe do Executivo Municipal, houve uma quadruplicação no número de médicos. Empolgado com os resultados, Marconi Barreto, que diz ter tido uma educação norte-americana, muito embora se considere um “homem de Ceará-Mirim”, prometeu melhorar ainda mais as condições da população da cidade.




“Avalio minha gestão como ótima. A área de Saúde hoje é a melhor do interior do estado, sem sombra de dúvidas. Estou atendendo, inclusive, a municípios da periferia, sentando para fazer acordos para que Ceará-Mirim receba o que esses pacientes estão trazendo de despesa. Recebemos o município com oito médicos, temos hoje 36. Temos médicos em todos os cantos do interior; ainda recebemos com quatro dentistas, temos hoje 21; também temos remédio suficiente para a população; temos uma meta de 40 mil obturações; tínhamos uma média de três, quatro meninos nascendo por mês, hoje são 40. São diferenças incríveis”, elenca o prefeito de Ceará-Mirim.

Marcone também avaliou o momento da Câmara Municipal de Ceará-Mirim, explicou quais os principais desafios encontrados atualmente em sua gestão e afirmou que ainda que teme que o presídio de Ceará-Mirim venha a sofrer um incidente como o de Alcaçuz, no município de Nísia Floresta, em janeiro deste ano. O governo federal e estadual também não escaparam da análise do gestor – que também é o administrador do Globo Futebol Clube, time de futebol que tem se mostrado uma revelação nos campeonatos que disputa, mesmo tendo pouco tempo de existência, e um lucro – a agremiação vendeu o atleta Ricardo Lopes por 1 milhão e meio de dólares. Confira o restante da entrevista na íntegra.

Comportamento na Câmara Municipal e previdência local
Acho que o vereador não está na Câmara para apoiar ou não o prefeito; ele tem que apoiar ou não as medidas. Se elas forem coerentes, não preciso ter esse diálogo de aproximação e troca. Eu não quero ter maioria na Câmara. Eu tento ser uma pessoa incisiva para que a população entenda que todos somos responsáveis por um Brasil melhor. Não é o deputado estadual, o federal, o vereador – é a população que tem que saber o que está acontecendo. Eu estou batendo muito forte na previdência local, por exemplo, com medidas simples. Todo mundo que tiver um atestado médico entra na previdência, mas a população não sabe disso. E aí o funcionário público que estiver na previdência de Ceará-Mirim e estiver mentindo vai estar comendo o dinheiro do povo em casa, sem trabalhar e enganando. É por isso que estou colocando a instrução na população. A previdência de Ceará-Mirim, do jeito que está, vai quebrar daqui uns 12 anos. Se a previdência nacional quebrar, ninguém vai matar o presidente, mas se a previdência municipal quebrar, aí matam o prefeito”.

Dificuldades na gestão
“A cidade está limpa, a água está funcionando, o que antes não acontecia. A Educação ainda não está funcional, porque tínhamos que chamar 250 professores concursados, mas apareceram 180 professores, e ainda tínhamos 30 dias para chamar os 70 restantes, mas vinham menos… e isso significa que algumas salas de aula ficam sem professor e isso causa um tumulto muito forte. Esta semana recebemos uma sala de aula sem professores contratados. Tenho problemas com sindicatos. Por exemplo, as merendeiras originalmente deveriam trabalhar por 8h, mas só querem trabalhar 6h; só que essa diferença é de grande importância para a cidade, porque significa que ao invés de ter uma merendeira para a escola, precisarei duas – uma para de manhã, outra para de tarde – tudo isso é custo. Eu não quero estourar o limite prudencial de Ceará-Mirim, que já recebi com 63%. No primeiro mês, consegui descê-lo para 42%, mas no momento em que chamei os professores – que ganhavam R$ 900 e passaram a ganhar mais de R$ 2 mil – recebi uma pancada por precisar cumprir com a legalidade”.

Cadeia pública de Ceará-Mirim
“Estamos envolvidos até o pescoço com a penitenciária. Ou ela entra com filosofia nova, com limites da penitenciária respeitados, ou vamos ter simplesmente os diversos centenários de Ceará-Mirim de coisas boas serem igualados a Alcaçuz. Isso é responsabilidade do prefeito e estou sendo muito duro com o Judiciário, com o qual estou fazendo reuniões com grande constância”.

Projetos
“Tenho projetos muitos audaciosos, porque Ceará-Mirim me dá condições de ter um dos melhores municípios em termos de renda e emprego do estado. Isso não é uma habilidade minha, é como o município se apresenta. Acredito que muitos prefeitos do estado pegando Ceará-Mirim, teriam essa condição que estou tendo. Mas nada é fácil porque tudo é devagar, as licitações demoram, até a gente engrenar, mas acho que já estamos engrenando bem”.

Reforma da Previdência
“O Brasil é um país muito complexo. Será que o governo está realmente gastando esse dinheiro do INSS dentro ou fora? Tenho condições de falar isso sobre a previdência de Ceará-Mirim, que conheço começo, meio e fim. Esses outros, eu seria irresponsável em dizer. Mas digo uma coisa: a conta não bate. Supondo que vivêssemos num país onde não houvesse inflação e você ganhasse R$ 1 mil por mês, trabalhando por 30 anos, você recolheria, em média, R$ 250 por mês – sua parte e a patronal. Em 30 anos, você recolheria R$ 75 mil. Você se aposenta com esse valor nesse país imaginário, recebendo R$ 1 mil do governo e leva 75 meses para receber tudo: em anos isso é mais de seis. Se você não morrer antes, quem vai bancar isso são os outros que estão se aposentando. O desemprego fica cada vez mais delicado, com uma população que não cresce como antes, é complexo. Os sindicatos pregam que é injusto, mas injusta foi a esculhambação que ocorreu antes, quando se colocou dinheiro em tudo que era luga, quando não havia aposentados, apenas gente colocando dinheiro no INSS que sobrou”.


Governo Estadual
“Robinson está numa situação igual a dos outros: com muitas dificuldades. A mudança tem que ser generalizada. Você pega uma Assembleia Legislativa com três mil funcionários – e aí, de onde vem o dinheiro? O Judiciário se acha um caixa de R$ 500 milhões. Que companheirismo é esse? Acho muito difícil para o governador, que precisa governar com os Poderes. O Legislativo e o Judiciário estão cheios do dinheiro e o governo acabado”.

Rogério Marinho em 2018
“Acho que a filosofia de Rogério Marinho é fantástica. Ele não tem medo de bater em quem indevidamente está fazendo coisa errada. Ele não está se importando se vai se reeleger ou não. Ele bate por um Brasil melhor e a população precisa entender isso. Se não for assim, vamos patinar até chegar à situação de ser uma Venezuela no futuro”.

Agora RN

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