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Lutador e foragidos de Alcaçuz são presos por morte de PM em Natal

anigif-fgcell

Um lutador profissional de muay thai e três foragidos da penitenciária de Alcaçuz são os responsáveis pela morte de um policial militar durante um assalto a uma joalheria em Natal. O crime aconteceu em janeiro. O lutador foi preso na quarta (8) em Belém, no Pará, e os dois fugitivos presos na madrugada desta quinta (9) em São Gonçalo do Amarante, na Grande Natal. O quarto suspeito, que também é fugitivo de Alcaçuz, continua sendo procurado.



Os detalhes da prisão foram apresentados à imprensa durante uma coletiva realizada nesta manhã pela delegada Danielle Filgueira, titular da Delegacia Especializada de Furtos e Roubos (Defur).

A operação foi batizada de 'Covardia', já que o policial foi morto com tiros disparados pelas costas. "Não exisitia nome mais apropriado", ressaltou a delegada.

Ainda durante a coletiva, a delegada afirmou que o lutador preso, identificado como Ednaldo Moura do Nascimento Neto, tem mais de 20 lutas. "Ele foi preso em uma academia de Belém. Já estava tentando seguir normalmente a vida”, destacou. “Ele sabia que se tratava de um policial. No vídeo, quando o PM se aproxima, ele o chama e diz que está acontecendo uma confusão na loja. Empurra o policial e covardemente o mata pelas costas”, acrescentou Danielle.

Os outros dois homens, presos em São Gonçalo do Amarante, são Thiago Balbino da Fonseca e Jesus Alisson Cavalcanti Pereira, que fugiram da Penitenciária Estadual de Alcaçuz durante as rebeliões ocorridas em janeiro. O quarto suspeito também fugiu de Alcaçuz em janeiro. Chama-se Francisco Danilo Nunes Aquino.

Com Jesus Alisson foi encontrada a arma do policial. “Durante o crime, não satisfeitos em matar, eles ainda roubaram a arma do policial”, relatou a delegada. Com Thiago foram encontrados grampos usados para furar pneus de carros.

“Nós descobrimos que todos os envolvidos com o crime são integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), três deles haviam fugido da Penitenciária de Alcaçuz na última rebelião, que aconteceu em janeiro. Como Edvaldo Moura estava solto, ele fazia o papel de articulador do grupo. Após a fuga do presídio, o grupo combinou para fazer o assalto à joalheria”, detalhou a delegada Danielle Filgueira.

G1

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