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Suspeito de matar família paraibana se entrega na Espanha

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Eduardo disse que após voltar da Espanha apresentou a Patrick a situação da investigação. Com isso, o jovem preferiu voltar para responder ao processo lá, ao invés de esperar a investigação caminhar no Brasil. O advogado voltou a dizer que ele não admite o crime. Desde setembro que havia uma ordem de prisão internacional contra o suspeito.

Segundo informações da Guarda Civil espanhola, ele vai ficar na sede do comando da corporação em Guadalajara até ser entregue às autoridades judiciais locais.



Os corpos de Marcos Campos Nogueira, Janaína Santos Américo e os dois filhos do casal foram encontrados em sacos plásticos dentro da casa da família, no dia 18 de setembro. 

As autoridades foram alertadas por um vizinho 'que percebeu o odor' vindo residência. Os investigadores acreditam que as vítimas estavam mortas há cerca de um mês. Inicialmente, a Guarda Civil espanhola, equivalente a Polícia Federal brasileira, trabalhava com a tese de ajustes de contas, e que a chacina teria sido cometida por conhecidos. A hipótese foi levantada pelas circunstâncias em que a casa da família estava, sem sinais de arrombamento.



A polícia espanhola avançou nas investigações, descartou a tese de ajustes de contas e, 15 dias após a descoberta dos corpos, deu o caso como encerrado. O único suspeito é François Patrick Nogueira Gouveia, que foi apontado após a políciaachar material genético dele no local do crime.



O sobrinho de Marcos morou com a família na Espanha durante quatro meses. Segundo familiares de Janaína Diz, durante esse período ela relatou por várias vezes fez queixas de Patrick, dizendo que ele era agressivo e assustava a família.“Ela mostrava medo dele. Patrick tinha atitudes grosseiras, principalmente com os filhos de Janaína. Usava frases como 'joga essa criança no lixo', 'essas crianças têm que morrer'”, afirmou Pedro Rafael, primo de Janaína. Além disso, Patrick também é dono de um passado violento, tendo sido apreendido quando era adolescente, no estado do Pará, após tentar matar um professor dentro de sala de aula.



No começo de outubro, a Superintendência da Polícia Federal divulgou que iria abrir um inquérito para investigar Patrick Gouveia no Brasil e afirmou que o mandado de prisão contra o jovem, expedido pela Justiça espanhola, não poderia ser cumprido no Brasil. Destacando ainda que ele não poderia ser extraditado, pois a Constituição Federal veda esse tipo de medida.


Jornal da Paraíba


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