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Gugu e SBT são condenados por entrevista falsa de membro do PCC

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Gugu Liberato e o SBT foram condenados a pagar indenização ao ex-árbitro de futebol Oscar Roberto Godoi pelo caso conhecido como a “farsa do PCC”. O Supremo Tribunal de Justiça de São Paulo tomou a decisão por danos morais e agora a emissora e apresentador devem pagar a Godoi um valor R$ 250 mil, com juros e correções.

O episódio aconteceu em 2003, quando o repórter Wagner Maffezoli entrevistou, para o Domingo legal, supostos membros da organização criminosa. Os falsos integrantes anunciaram ameaças de morte para o futebolista e sua família, que na época apresentava o Cidade alerta, na Record. Em defesa, Liberato e o SBT afirmaram não saber da farsa na época.

“Os gravíssimos fatos, fatos falsos, que nada têm a ver com liberdade de imprensa – e que causaram consequências grandes – claramente justificam a indenização fixada na origem”, disse a presidente da 3ª Turma Isabel Gallotti. O relator do caso, Luís Felipe Salomão, argumentou que tanto Gugu quanto o SBT lucraram com o conteúdo inverídico. “A matéria exibida acabou por apenas atemorizar e não parodiar, muito menos divertir”, disse ele.

No dia 7 de setembro de 2003, a entrevista com dois homens encapuzados que se diziam do Primeiro Comando da Capital repercutiu na imprensa por conter ameaças a personalidades como José Luiz Datena, o então prefeito de São Paulo Hélio Bicudo e o padre Marcelo Rossi. Dois dias depois da exibição, um líder da organização criminosa ligou para Marcelo Rezende, do Repórter cidadão, afirmando que tudo havia sido montado. Outros apresentadores e jornalistas criticaram duramente Gugu e o SBT pelo episódio.

No dia 10 do mesmo mês, a polícia abriu um inquérito para apurar o caso após a repercussão. No dia 14, Gugu foi entrevistado no programa de Hebe Camargo, onde reafirmou a veracidade da entrevista. Três dias depois, foi concluído que se tratava de uma mentira e, no dia 19, o Domingo Legal foi retirado do ar provisoriamente.

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