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Ações da Petrobras sobem 12% na semana e puxam valorização da Bolsa

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A Bovespa superou o patamar dos 61 mil pontos nesta sexta-feira, 7, acumulando uma valorização de 4,70% na primeira semana de outubro e batendo novo recorde no ano. A Bolsa brasileira tem, só em 2016, alta de 41%.

O desempenho do mercado acionário local foi favorecido pelas ações da Petrobrás, que subiram 12% nos cinco primeiros dias do mês. O papel ON da estatal vale agora R$ 16,95, uma alta de 97,32% no acumulado do ano e o PN, R$ 15,26 (+127,5% na mesma comparação).

A novidade da semana é que há sinais mais concretos de fortalecimento do governo Temer e avanço das medidas do ajuste fiscal, o que trouxe o investidor estrangeiro de volta à Bolsa brasileira. Em setembro, os estrangeiros haviam tirado quase R$ 2 bilhões da Bovespa, em meio a um quadro de indefinição no cenário político e econômico. Esse comportamento se reverteu nesta semana, que contou com festejados resultados das eleições municipais e aprovação da PEC do teto de gastos em comissão da Câmara dos Deputados, além dos textos sobre repatriação e pré-sal.

A melhora de percepção com o País se traduziu em ingresso de recursos. Na última quarta-feira (5), os estrangeiros trouxeram R$ 738,774 milhões à Bolsa, levando o acumulado dos três primeiros pregões de outubro para R$ 1,086 bilhão. O volume de negócios na sessão de hoje confirma o maior apetite dos "gringos". No total, a Bovespa movimentou R$ 8,52 bilhões, volume bem acima da média das últimas semanas.

Blue chips. Mas nem só com Petrobrás a Bovespa subiu nesta sexta. As ações da Vale, que nos últimos dias patinaram com o feriado no mercado chinês, voltaram a atrair compras. Vale ON ganhou 1,12% e Vale PNA avançou 2,49%. As ações de siderurgia pegaram carona nesse desempenho e estiveram entre as maiores altas do dia. Gerdau PN subiu 3,87% e foi a maior alta do Ibovespa, seguida por Bradespar PN (acionista da Vale), que ganhou 3,35%.

A desaceleração do IPCA de setembro (0,08%) foi outra notícia positiva para o mercado de ações, por reforçar as apostas em corte da taxa Selic, o que reduz a competitividade da renda fixa frente a renda variável. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) acontece nos dias 18 e 19.

Para Fernando Gois, analista da Clear Corretora, está claro que os avanços no cenário político nesta semana favoreceram o retorno do investidor estrangeiro. Por isso, o profissional acredita que a tendência do Ibovespa ainda seja de alta, mesmo que ocorram algumas correções pontuais.

"No cenário interno, tudo está positivo. E ainda contamos com uma contribuição do payroll nos Estados Unidos, embora em menor proporção. Acredito que o Ibovespa tem mais espaço para buscar", afirmou o analista.

O payroll foi grande a expectativa dos mercados pela manhã. O indicador mostrou a criação de 156 mil vagas em setembro, abaixo da previsão de 170 mil. Esse foi o ganho mais modesto desde maio. Além disso, a taxa de desemprego registrou leve avanço, de 4,9% para 5%. A presidente da distrital do Federal Reserve em Cleveland, Loretta Mester, disse, no entanto, que o dado foi "sólido", compatível com a defesa de elevação de juros nos EUA. As bolsas americanas tiveram pouca reação às informações. No mercado brasileiro, no entanto, o payroll mais fraco acabou por influenciar positivamente os negócios, segundo operadores.

Na próxima segunda-feira (10) as bolsas americanas não operam, devido ao feriado de Columbus Day. Com isso, é esperada uma redução significativa no volume de negócios na Bovespa, uma vez que não haverá negócios com ADRs de empresas brasileiras. Na quarta-feira é a vez do feriado brasileiro de 12 de outubro e, na quinta-feira, ocorre o vencimento do de opções sobre o Ibovespa.

Dólar. O dólar fechou em queda frente ao real nesta sexta, divergindo da alta registrada no exterior ante outras moedas de economias emergentes ou ligadas a commodities. No mercado à vista, o dólar fechou em baixa de 0,21%, aos R$ 3,2166. Na semana, o dólar acumula recuo de 1,04% ante o real.
(AE)


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