Ultimas
Aguarde..

Presos na Operação Medellín financiaram ataques criminosos no estado

anigif-fgcell


As 14 pessoas presas na Operação Medellín, deflagrada na manhã desta terça-feira (6) pelo Ministério Público do Rio Grande do Norte (MPRN) e Polícia Civil, participaram do financiamento dos ataques ocorridos há pouco mais de um mês no estado. Em coletiva de imprensa no fim da manhã de hoje, o governador Robinson Faria afirmou que os presos são ligados ao Sindicato do Crime.

A operação é um desenrolar das operações iniciadas durante a onda de ataques a veículos e imóveis públicos iniciadas no fim de julho. Foram cumpridos 14 mandados de prisão, 12 de condução coercitiva e 26 mandados de busca e apreensão expedidos pela 9ª Vara Criminal de Natal.

O patrimônio estimado de todos os envolvidos é de aproximadamente R$ 20 milhões. Segundo as investigações, os chefes dos núcleos da organização criminosa adquiriram grande patrimônio decorrente do tráfico de drogas,  transferindo a administração desses bens a terceiras pessoas que àqueles se associaram criminalmente, dissimulando a propriedade dos bens adquirido com o tráfico.

Além do material, a Polícia Civil também apreendeu 300 litros de gasolina na casa de um dos presos, em Nova Parnamirim. Segundo o delegado geral de Polícia, Cleiton Pinho, o material poderia ser utilizado para novos ataques no Rio Grande do Norte, semelhantes aos que ocorreram entre julho e agosto deste ano após a instalação de bloqueadores de celular no Presídio Estadual de Parnamirim.

A investigação comprovou a participação dos advogados Ana Paula Nelson e Allan Clayton Pereira de Almeida na associação criminosa, além do agente da Polícia Civil Iriano Serafim Feitosa, já falecido.

No decorrer da investigação, foram identificados três principais núcleos da organização criminosa, pertencentes a Gilson Miranda, João Maria Santos e Islânia de Abreu:

Núcleo de Gilson Miranda Silva: associado a Operação Anjos Caídos e foragido da Justiça, Gilson Miranda é considerado um dos grandes traficantes com atuação no Estado e possui ligação direta com grandes traficantes do país, a exemplo de José Silvan Melo conhecido por “ABENÇOADO”, o qual foi preso em abril de 2015, no Estado do Mato Grosso, com 3,2 milhões de reais.  Ele também é o principal suspeito de ter mando matar Bruno Rocha de Paiva, cujo corpo foi encontrado carbonizado na cidade de Arez. Esse inquérito foi apontado pelo agente Tibério Vinícius Mendes de França, também preso, como suposto objeto de negociação financeira envolvendo o Iriano Serafim Feitosa e a advogada Ana Paula Nelson, com objetivo de que não houvesse continuidade da investigação desse homicídio.

Núcleo de João Maria Santos de Oliveira:
Conhecido como João Mago, ele é um dos líderes e fundadores da facção Sindicato do Crime. Foi preso recentemente e e ficou conhecido após conseguir escapar do sistema ao apresentar um alvará de soltura falso. João Mago foi um dos coordenadores dos atos de vandalismos praticados em retaliação à instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim.

Núcleo de Islânia de Abreu Lima:
Islânia de Abreu é traficante e então companheira de Diego Silva Alves do Nascimento. Ela foi presa após ter sido constatado o seu envolvimento com os atos de vandalismos praticados no Rio Grande do Norte em retaliação à instalação de bloqueadores de celular na Penitenciária Estadual de Parnamirim.

Tribuna do Norte