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Ministro da Fazenda descarta aumento de impostos em 2016

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O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, contemporizou forte retração da arrecadação de agosto e disse que o resultado “era previsto”. Segundo ele, a reversão desta curva só ocorrerá depois de o PIB voltar a crescer. Indagado sobre a necessidade de aumentar os impostos para auxiliar na alta da arrecadação, ele garantiu que neste ano não haverá incremento, mas não descartou a elevação de tributos em 2017.

— O que nós estamos vendo agora é exatamente o resultado desta recessão fortíssima que o Brasil entrou já no final de 2014. A medida que isso for corrigido, a atividade se estabiliza e começa a crescer. E, depois de algum tempo, aí sim se espera o crescimento da arrecadação —afirmou Meirelles a jornalistas depois de participar de um evento em São Paulo nesta quinta-feira. Ele não quis cravar quando a arrecadação registrará aumento. E explicou que a atual recessão foi “construída durante vários anos, não surgiu do dia pra noite” e, portanto, também levará algum tempo para ser mitigada.

Meirelles também aposta no sucesso do programa de privatizações para elevar a arrecadação. Para o ministro, o programa é “forte e agressivo” e há capital estrangeiro disponível para investir no Brasil.

Durante sua curta palestra feita no evento, Meirelles contou que “vários líderes partidários já fecharam questão” sobre a aprovação da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que limitará o gasto público. A positiva dos líderes, segundo ele, foi dada na última segunda-feira durante reunião em Brasília.

Em seguida, aos jornalistas, ele detalhou que o texto da PEC deve ser concluído entre segunda e terça-feira e a expectativa é de que a proposta seja aprovada no Congresso até o fim do ano.

— Estamos tentando fazer com que o teto seja o melhor possível. Não existe fórmula perfeita, nada que não caiba uma discussão ou aperfeiçoamento — disse, quando indagado sobre quais pontos o governo estaria disposto a ceder numa possível pressão dos congressistas.

Com o que chamou de “endereçamento do problema” dos gastos, o ministro disse já ver a economia crescendo no fim deste ano ou início do próximo.

— Os índices de confiança começam a subir, todos os índices de confiança já começam a subir. E, em consequência, há uma perspectiva de crescimento (do PIB) no fim deste ano e começo do próximo — afirmou.

O Globo



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