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Governo do RN não descarta privatizar Caern e a Potigás para enfrentar crise financeira

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Do Agora RN - Mesmo ciente de que enfrentará resistência, sobretudo de órgãos como Ministério Público e associações de servidores, o governo do Rio Grande do Norte pretende levar adiante a proposta de desmobilização de ativos do Estado.

Um grupo multidisciplinar de trabalho, constituído por integrantes da Procuradoria-Geral, Consultoria-Geral, Secretarias de Planejamento e de Administração, além de a Empresa Gestora de Ativos do RN (ENGERN), realiza estudo visando levantar o quadro de ativos e as formas de repassá-los à iniciativa privada. Ainda não há conclusão desse levantamento, mas empresas como Companhia de Águas e Esgotos (CAERN) e Empresa Potiguar de Gás (Potigás) podem ser desmobilizadas.

“Sou favorável”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico, Flávio Azevedo. “Temos que ver quais são os ativos saudáveis, e fazer o que todo mundo faz. O Estado não pode ficar à margem. Tem que entrar na regra do jogo, tem que diminuir as despesas, e isso ele está fazendo, e tem que vender ativos. Não tem alternativa”.

Além de vender empresas públicas, o estudo, autorizado pelo governador Robinson Faria (PSD), contempla a venda de ações, imóveis e participações acionárias. Contudo, o governo autorizou o trabalho, mas não sabe ainda se irá executá-lo. “Imagine o que é exigido para um estado vender um bem. O problema é a avaliação, o preço de mercado. A hora é muito ruim de vender”, salienta Azevedo.

A operação também não estará isenta de questionamentos. “Se diz: ‘Vamos vender a Caern’, já rebatem: ‘não, não pode, é patrimônio do RN. Ora, é melhor irem-se os anéis e ficarem-se os dedos. Dizem ‘vender a Potigás, já pensou?’. Ora, isso é ilusão, porque a empresa vai se acabar. Mas aí, entra MP, entra associação de servidores dizendo que não pode, e isso se transforma em problema político”. Para Flavio Azevedo, esse tipo de visão não é a solução. “Só faz prologar a agonia de um problema que atualmente não se tem solução. Não advirá dinheiro de governo federal, que não tem, e já sinalizou que não vai permitir aumentar o seu déficit fiscal”, alerta.