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Cunha detona traições no governo Temer e vai escrever livro do impeachment

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Após ter o mandato cassado por 450 votos, 193 a mais do que o necessário, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) criticou ações de integrantes do governo de Michel Temer e afirmou que irá escrever um livro sobre o processo de impeachment de Dilma Rousseff.

Para Cunha, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) descumpriu o regimento e escolheu uma data para prejudicá-lo. "Se fosse depois da eleição [municipal], o resultado obviamente não teria sido esse", apontou. O peemedebista disse que irá recorrer judicialmente do resultado.

"O governo quando patrocinou a candidatura do presidente [da Câmara] que se elegeu, em acordo com o PT, o governo, de certa forma, aderiu à agenda da minha cassação", afirmou Cunha. "O governo hoje tem uma eminência parda porque quem comanda o governo é o Moreira Franco, que é o sogro do presidente da Casa", completou em referência ao titular da Secretaria-Executiva do Programa de Parcerias de Investimentos.

O deputado cassado também criticou o voto de ex-aliados, como o líder do PSD, Rogério Rosso (DF) e do PP, Aguinaldo Ribeiro (PB). "Não vi os votos ainda, mas se votaram [por cassar] foi hipocrisia", afirmou em resposta a jornalistas.

Sobre o projeto pessoal e literário, Cunha disse que "as pessoas merecem conhecer todos os detalhes" do processo de impeachment. Ele negou, contudo, que fará delação premiada na Operação Lava Jato porque "não é criminoso".

O peemedebista negou que o governo precise temê-lo. "Eu não sou pessoa de fazer qualquer tipo de ameaça, velada ou não velada", afirmou. "Não tenho nada a revelar sobre Temer. O dia que tiver, o farei", completou.

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