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Adolescente de 17 anos foi detido acusado de ser o principal recrutador do do Estado Islâmico no Brasil

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Veja - As investigações da Operação Hashtag permitiram a identificação do brasileiro identificado como Ismail Abdul Jabbar AI-Brazili, que estava sendo considerado o principal recrutador do grupo terrorista Estado Islâmico (EI). Trata-se do menor M.B.S., de 17 anos. Em julho, VEJA publicou uma reportagem na qual revelava que a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) monitorava um canal de divulgação e recrutamento de combatentes voltado aos países de língua portuguesa. Segundo a investigação Ismail Abdul Jabbar AI-Brazili era um dos responsáveis por abastecer o canal de propaganda do EI.

Homem com o rosto coberto ameaça dois japoneses em um vídeo publicado pelo grupo radical Estado Islâmico. O grupo militante, que controla faixas dos territórios da Síria e do Iraque, exigiu US$ 200 milhões do governo japonês para salvar as vidas de ambos. Os homens foram identificados no vídeo como Haruna Yukawa e Kenji Goto
Jihadi John, o inglês que se alistou no Estado Islâmico e ficou conhecido pela decapitação de prisioneiros era a fonte de inspiração de M.B.S. (VEJA.com/Reuters)

M.B.S., que está recolhido em um abrigo para menores infratores, desembarcou no Brasil no dia 19 de maio de 2015, vindo dos Estados Unidos. Ele e os pais foram deportados por determinação do FBI. Atraída pelas postagens de idolatria a Osama bin Laden, a polícia federal americana descobriu que a família de M.B.S. vivia ilegalmente nos Estados Unidos.

Desde que chegou ao Brasil M.B.S. passou a ser monitorado pela PF que confirmou o diagnóstico dos americanos. O adolescentes que se converteu ao islã há dois anos e adotou uma leitura radical da religião, quando morava na cidade americana de Atlanta, havia se convertido em um importante divulgados do EI em língua portuguesa.

O relatório da Operação Hashtag revela que no dia 18 de julho, os seguidores de Ismail Abdul Jabbar AI-Brazili festejaram a veiculação de reportagem que tratavam da existência do grupo. Todos congratularam M.B.S. pelo “excelente” trabalho.

Em depoimento, M.B.S. negou que tenha se radicalizado sob a influência de alguém em particular. Afirmou que depois que se converteu ao islã, em 2014 aproximou-se dos ideais do Estado Islâmico por meio da própria propaganda que o EI posta na Internet.

Em outra interceptação da Polícia Federal, M.B.S. conversa com outro extremista sobre atentados contra alvos judaicos no Brasil, conforme foi revelado nesta quinta-feira por VEJA.com.



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