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“Não faço acordo com presos, eles que têm que pedir arrego ao Estado”, diz Virgolino

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Secretário Walber Virgolino disse que a Penitenciária de Alcaçuz deverá ser a próxima unidade a receber bloqueadores de sinal telefônico.
O secretário da Justiça e da Cidadania (Sejuc), Walber Virgolino, falou na manhã desta quarta-feira (25) sobre a sua postura “linha dura” e acerca dos desafios enfrentados por ele a frente de uma das principais pastas do Governo do Estado. Em entrevista ao Jornal 96, da rádio 96 FM, Virgolino afirmou que nunca irá se submeter a negociação com os apenados.

Questionado sobre uma possível reunião com os presos para pacificação da situação em meio aos atentados ocorridos no fim do mês passado e início deste, o secretário disse que os detentos devem temer o Estado. “Eu não faço nenhum tipo de acordo com os presos, eles têm que pedir arrego para o Estado, e não o contrário”, afirma Virgolino.

Após a instalação dos bloqueadores de telefone na Penitenciária Estadual de Parnamirim (PEP), o governador do Estado declarou a intenção de promover a instalação dos equipamentos em outros presídios. Diante disso, Walber Virgolino afirmou que Alcaçuz deverá ser o próximo presídio a ser contemplado com a tecnologia.

“Nós estamos fazendo um plano emergencial para instalar também em Alcaçuz, e, em seguida começar a expandir para outros presídios. No entanto, não podemos instalar tudo de uma vez, é inviável. Temos que agir com responsabilidade e observando a situação financeira do Estado”, argumentou.

De acordo com o titular da Sejuc, o PEP foi escolhido para ser o primeiro presídio contemplado com os bloqueadores devido a grande concentração de líderes de facções que estavam sob custódia naquela unidade.

Desde que chegou a Sejuc, Walber Virgolino tem chamado a atenção devido à linha dura contra os presos. Em uma entrevista ao portal Nominuto.com, o titular da pasta chegou a dizer que os apenados iriam dormir no chão após uma rebelião onde eles queimaram colchões. Além disso, o gestor tem mandado retirar regalias dos presos que tentam fugir das unidades ou apresentam mau comportamento dentro das unidades.

Embora tenha essa postura mais enérgica e dê algumas declarações polêmicas à imprensa, o secretário revelou que não tem sofrido problemas junto às entidades representantes dos Direitos Humanos.

“Olha, nós temos que trabalhar com responsabilidade. Eu não tenho nada contra os presos, mas minha função é de tensão e eu preciso dar resposta à sociedade. Eu sou apenas mais um soldado nesse exército contra a criminalidade. Até o momento não tenho enfrentado problemas devido a minha postura, seja com representantes dos Direitos Humanos ou da Justiça”, conclui.


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