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Jovem que acusa Feliciano de abuso é indiciada por extorsão

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O delegado titular do 3º Distrito Policial de São Paulo, Luiz Roberto Hellmeister, indiciou formalmente nesta quinta-feira a jornalista Patrícia Lelis, de 22 anos, por suspeita de denunciação caluniosa e extorsão. Segundo o delegado, a jovem mentiu em depoimento ao dizer que foi ameaçada e mantida em cárcere privado pelo assessor parlamentar do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP), Talma Bauer, que foi exonerado do cargo após envolvimento no caso. Hellmeister afirmou ao site de VEJA que ao final do inquérito pedirá a prisão preventiva de Patrícia.

O inquérito conduzido pelo 3º DP apura somente as denúncias feitas por Patrícia contra o assessor parlamentar, que é investigador de polícia aposentado. No dia 5 de agosto, ele chegou a ser preso, mas logo foi liberado após negar o ocorrido. Em outro inquérito instaurado em Brasília, a jornalista acusa Marco Feliciano de assédio, tentativa de estupro e agressão. “Ela inventou a história de sequestro aqui em São Paulo. Agora, se houve estupro ou não, isso está em Brasília”, disse o delegado.

No 3º DP, Patrícia registrou um boletim de ocorrência, dizendo ter sido coagida por Bauer durante uma semana no Hotel San Raphael, no centro de São Paulo. Segundo ela, o assessor de Feliciano estava a ameaçando para colocar um ponto final nas denúncias. Os investigadores, no entanto, reuniram videos e fotos que mostram Patrícia e Bauer em momentos de descontração no saguão do hotel e em restaurantes — as despesas da hospedagem foram pagas pelo assessor. O depoimento do namorado da jovem, Rodrigo Simonsen, também foi considerado crucial pelo delegado para derrubar a versão de Patrícia. Nesta quinta, ele relatou à polícia que dormiu quatro noites com ela no hotel no mesmo período em que a jovem disse estar em cárcere privado.

A Polícia Civil ainda levantou provas de que Patrícia pediu 50.000 reais a Bauer para ficar em silêncio sobre os supostos abusos cometidos por Feliciano. Uma quantia de 20.000 reais chegou a ser paga em espécie. Inicialmente, o assessor de Feliciano negou o pagamento, mas, diante das evidências, acabou admitindo que o fez para que ela parasse de acusar o deputado. Em depoimento à polícia, Bauer disse que o dinheiro saiu das suas contas pessoais — ele ganhava 20.000 reais como assessor parlamentar e 7.000 reais como investigador particular. O delegado entendeu que não houve crime da parte dele.

Segundo depoimento da jovem, o crime de estupro, que é investigado em Brasília, ocorreu no apartamento funcional de Feliciano, na manhã do dia 15 de junho, na capital federal. O deputado nega o crime.

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