Ultimas
Aguarde..

Experiência do DNOCS é mais na açudagem do que na construção de adutoras, diz Mairton França

anigif-fgcell

O Secretário Estadual do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos, Mairton França, disse que a decisão do presidente da República, Michel Temer, de retirar dos governadores a gestão das obras emergenciais de combate à seca no Nordeste e deixar a cargo do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS) causou surpresa ao Governo do Estado.

Mairton acredita que apesar do DNOCS possuir bastante experiência na gestão de trabalhos contra a seca, a medida teve caráter político. “Foi uma decisão mais política do que técnica. Apesar de que a gente sabe que o DNOCS é um órgão centenário, de uma experiência muito larga, mas é bom também deixar claro que a experiência que o DNOCS tem é muito mais na área de açudagem, de barragens, do que na área de construção de adutoras”, disse.

O secretário citou como exemplo dois trabalhos sob a responsabilidade do órgão que, segundo ele, não foram concluídos da maneira ideal. “Aqui no Rio Grande do Norte, nós temos duas adutoras que foram conduzidas pelo DNOCS e que, digamos, não tiveram um resultado tão bom como esperado. O caso da adutora de Jucurutu que foi entregue a Caern sem estar concluída. Faltava um equipamento importantíssimo, que era um buster que ia dar pressão para que a água chegasse de Armando até à cidade de Jucurutu. A outra experiência que temos com adutoras conduzidas pelo DNOCS é a adutora Armando Ribeiro até Acari-Currais Novos, esta ainda não está concluída”, criticou.

Para o secretário, a gestão de obras de adutoras deveria permanecer sob a responsabilidade dos órgãos estaduais. “O DNOCS tem experiência com grandes obras. Então, se o objetivo dessa transferência de recursos é o fortalecimento do DNOCS, nós teríamos outras sugestões a dar a respeito desse fortalecimento. Por exemplo, assegurar o custeio para manutenção dos açudes”, sugeriu.

No Minuto

erica