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De volta à PM, Styvenson vira chefe de setor administrativo: “triste e desmotivado”

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O capitão da PM Styvenson Valentim - que ficou conhecido pela rigidez na coordenação da Lei Seca no Rio Grande do Norte - vai assumir a função de Chefe da Seção Administrativa do Centro de Formação e Aperfeiçoamento da Polícia Militar (CFAPM). A transferência do capitão foi publicada no Boletim da PM desta segunda-feira (5).
"Não tenho o que discutir sobre a decisão. Fico sentido, triste e desmotivado, porque tenho um perfil operacional, mas vou cumprir com todo o zelo qualquer missão que me for dada”, comentou o capitão Styvenson Valentim.

Procurado pelo G1, o comandante geral da PM, coronel Dancleiton Pereira, disse que a transferência para a CFAPM não é "de maneira nenhuma" uma punição ao capitão. "É a escola de formação da PM, está tendo curso de praças lá agora com cerca de 200 alunos. Tinha uma vaga para capitão na seção administrativa, mas todos os oficiais que trabalham lá atuam também como instrutores", explicou.

A saída de Styvenson Valentim da coordenação da Lei Seca se deu por causa de críticas que ele fez à atuação de delegados e policiais civis do estado.
Conhecido por ter uma postura "implacável" e não dar privilégios a ninguém, Styvenson Valentim ganhou notoriedade na coordenação da Lei Seca, onde atuou desde novembro de 2013. Ele chegou a ser chamado de "carrasco da Lei Seca" e já foi pivô de várias polêmicas por dar publicidade a casos de pessoas presas nas blitzen que comandou.

Em maio deste ano vazou um áudio de um grupo de WhatsApp, de quase dois minutos, no qual o capitão critica a atuação de delegados e agentes da Polícia Civil do RN. “Policial civil ganha muito bem para não fazer nada. Delegado ganha 23 mil reais para não fazer nada", disse o capitão. No áudio, Styvenson conversava com uma mulher sobre como proceder após ela ter se envolvido numa determinada ocorrência de trânsito.

A declaração causou revolta entre os policiais civis e fez o comandante-geral da PM pedir para que Styvenson deixasse o Detran e fosse devolvido aos quadros da PM. O pedido foi feito no início de junho. "As operações da Lei Seca geralmente terminam na delegacia de polícia e as declarações dele criaram um clima ruim, mesmo ele tendo se retratado. Por isso achamos prudente evitar esse contato dele com a Polícia Civil. Entendemos que essa é a melhor atitude, inclusive, para preservá-lo", disse o coronel Dancleiton Pereira à época do pedido.

G1/RN


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