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Brasileiro chega de peixinho e avança nos 110 m com melhor tempo do ano

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O brasileiro João Vitor de Oliveira protagonizou uma cena inusitada na eliminatória da prova de 110 metros com barreiras nesta segunda-feira (15). Com a pista molhada, ele tropeçou na parte final da corrida, caiu e atravessou a linha de chegada deslizando de barriga, dando uma espécie de "peixinho". Surpreende é que, deste jeito, classificou-se para as semifinais com seu melhor tempo na temporada: 13s63.

"Meu ídolo no esporte é o Ayrton Senna. Eu brinquei com meu amigo ali que hoje eu coloquei o pneu de chuva. Foi que nem aquelas brincadeiras de criança. Você põe sabão e água no quintal e escorrega", disse o corredor, que se intitula "João da Barreira", após a prova.

"Na hora eu nem penso muito. Você faz o que precisa fazer. Meu técnico fica preocupado, fala que eu posso me machucar, mas eu nem penso. É uma Olimpíada, sabe lá Deus quando eu vou ter outra chance", continuou ele, que já cruzou a chegada mergulhando em outras oportunidades e até se machucou fazendo isso.

"Eu fiz pela primeira vez em um Pan juvenil em Miami, em 2011. Fiz e depois vi que ganhei umas posições. Comecei a pensar que poderia ser uma boa", afirmou João Vitor, que já fraturou o pé esquerdo e a costela com a manobra - esta última lesão foi no Mundial de Atletismo do ano passado, porque ele caiu de lado no chão.

O Engenhão foi atingido por uma forte chuva desde o início da noite. Isso levou à interrupção de provas de pista e de campo (salto com vara e arremesso de disco). Com a redução da chuva, as provas de pistas voltaram. A primeira bateria da eliminatória dos 110 m será repetida.

Mas ainda havia trechos molhados e com algumas poças rasas quando João Vitor correu. Na raia sete, ele fazia uma prova normal, tendo superado todas as barreiras. No último trecho, tropeçou, já perto da linha de chegada.

Por isso, caiu de barriga, deslizando para completar a prova sobre a água. Seu tempo de 13s63 foi o melhor da temporada, deixando o na quarta posição na bateria. Foi melhor, por exemplo, do que o marcado na Diamond League, no Marrocos, quando correu em 13s96, ou no Campeonato Sul-Americano de 2015, com 13s90.

O brasileiro Eder Antonio Souza, sem cair, também conseguiu vaga nas semifinais ao conquistar o quarto lugar na quinta bateria, com 13s61.