quarta-feira, 28 de outubro de 2015

Em nota, família de F. Gomes lamenta adiamento do julgamento de réu


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Os familiares do jornalista Francisco Gomes de Medeiros, foram surpreendidos na manhã desta quarta-feira (28 de outubro de 20015) com a notícia de que o Ministério Público com atuação em Caicó na Vara Criminal, pediu o adiamento da sessão de julgamento popular do réu Gilson Neudo Soares do Amaral. Ele seria julgado no próximo dia 04 de novembro, porque foi apontado pela Polícia Civil e denunciado pelo órgão ministerial, como partícipe do crime.

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O jornalista, F. Gomes foi assassinado na porta de sua casa no dia 18 de outubro de 2010. De lá pra cá, se passaram 5 anos e apenas 1 dos réus (João Francisco dos Santos, “Dão”) foi efetivamente condenado. Os demais, três ao todo, já denunciados pelo Ministério Público, ainda não sentaram no banco dos réus com exceção do comerciante Lailson Lopes, que foi condenado mas deverá ser julgado novamente por causa de decisão do Tribunal de Justiça do nosso estado.

Nos causa perplexidade a demora no caso. Nossa família está querendo apenas que se faça JUSTIÇA. Que os culpados sejam punidos. Não entendemos porque é tão difícil deixar se fazer cumprir um direito nosso, que é de ver quem matou F Gomes, pagando pelo crime.

A decisão tomada pelo promotor Geraldo Rufino de Araújo Júnior, de pedir o adiamento do Júri, foi tomada, segundo ele, por motivos de saúde e por falta de apoio da Procuradoria Geral de Justiça. Nós também, por muito tempo, esperamos por esse apoio que não chegou.

Quando F. Gomes foi assassinado, o então procurador, Manoel Onofre de Souza Neto, garantiu em nota divulgada na imprensa, total apoio no andamento das investigações e no processo, inclusive, garantiu a presença de promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECCO, que nunca chegaram. Quem na verdade sempre esteve ao lado do promotor Geraldo Rufino, foi o advogado, de saudosa memória, Jandui Fernandes, que HONROU no sentido literal da palavra, a AMIZADE que tinha com F. Gomes.

Queremos com essa nota expressar nossa revolta com às medidas ultimamente adotadas, com a morosidade do processo, com a falta de respeito com nossa família e com a falta de apoio da Procuradoria Geral de Justiça. Somos cidadãos brasileiros, potiguares, caicoenses, não somos estrangeiros. O DEIREITO à que temos DIREITO, não está sendo aplicado e isso é vergonhoso.

erica

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