quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Coordenadora do SAMU de Caicó explica a diferença entre os atendimentos dos Bombeiros e do SAMU e fala da necessidade da triagem


Do blog de Marcos Dantas - Em entrevista ao Panorama Seridó (Rádio Caicó AM) desta quinta-feira (26), a coordenadora do SAMU de Caicó, enfermeira Jardênia Azevedo fez um balanço positivo da primeira semana de funcionamento do Serviço, desde que foi inaugurado na cidade. De acordo com ela, estão sendo atendidas diariamente, uma média de três ocorrências, número superior a outros municípios que, a exemplo de Caicó tiveram que se adaptar com a novidade.

“Estas ocorrências que o SAMU está conseguindo chegar, é prestando um atendimento de qualidade, e as pessoas estão satisfeitas. Desde a inauguração, só um dia não teve ocorrência. O Samu é uma pactuação Municipio-Estado-Governo Federal e atenderá a região, mas como ainda não houve a pactuação com os demais municípios, no inicio daremos prioridade à Caicó”, explicou. O SAMU de Caicó é formado por quatorzes profissionais, dentre eles seis condutores, seis técnicos e dois enfermeiros.

Jardênia reconheceu que por ser novidade, o funcionamento do SAMU ainda vem gerando alguns questionamentos na população, principalmente com relação à Central de Regulação, responsável por fazer o serviço de triagem das ocorrências. Triagem, que na opinião da coordenadora é de suma importância para o êxito do atendimento. “Quando acionamos o 192 cai na nossa Central que é em Natal. Quem atende é uma telefonista que pega alguns dados, passa para um médico-regulador, de plantão 24 horas, e esse médico a partir dos sintomas que a pessoa passa pra ele, é quem vai determinar que tipo de atendimento vai ser prestado a essa vítima, se um suporte básico ou de UTI. Quando você está com alguém doente, o desespero vem junto e quer logo que o atendimento chegue, e quanto a Central faz perguntas do tipo, se usava capacete, quantas vítimas tem, no máximo leva dois minutos a triagem, e são informações necessárias”, disse.


Diferenças no Atendimento:

A coordenadora do SAMU de Caicó, ainda fez questão de explicar, a diferença existente entre o atendimento feito até agora pelo Corpo de Bombeiros, e o SAMU. Ela mesma reconhece que dos Bombeiros tem sido mais ágil, porém com algumas limitações que no SAMU não são encontradas.

“Os bombeiros, altamente eficientes chegam no local, fazem o atendimento pré-hospitalar e levam para o Hospital. O SAMU, ele consegue fazer mais do que isso. Por mais capacitados que os bombeiros sejam, inclusive com a existência de enfermeiros lá dentro, tem um limite de coisas que eles não podem fazer. O SAMU não, ele é um corpo de saúde, regulado 24 horas por um médico, que tem como fazer medicações, tratamentos e procedimentos que outros órgãos não tem como fazer”, explicou.

E nesta hora que entra, de acordo com Jardênia mais uma vez a importância da triagem, feita pela Central de Regulação, mesmo que em alguns casos demore cerca de dois minutos para a liberação da ambulância. “Se for uma queda de moto é importante saber se o paciente estava sem capacete ou não, porque um paciente sem capacete é potencialmente mais grave do que um com capacete. É importante saber quantas vítimas tem, porque se só for uma vitima, uma viatura é suficiente, se for um acidente com múltiplas vítimas, se for necessário vem as ambulâncias de Parelhas, Currais Novos e Santa Cruz. Se forem necessárias cinco viaturas vem as de Natal também. Até o helicóptero se for o caso, mandaremos para o local”, finalizou.

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